- A pandemia destacou a necessidade de inovação na formação médica no Brasil, evidenciando a desigualdade na distribuição de médicos entre áreas urbanas e rurais.
- Virgílio Gibbon, CEO da Afya, ressaltou a importância da tecnologia na educação médica e a adaptação dos currículos às mudanças climáticas.
- Mudanças climáticas afetam a saúde, influenciando diagnósticos e a incidência de doenças.
- A Afya opera 33 escolas de medicina, com mais de 15 no Norte do Brasil, e oferece soluções digitais como telemedicina e prescrição digital.
- Em agosto, a Afya realizará o segundo Afya Summit, focando no impacto ambiental na saúde e na revisão do modelo de residência médica.
A pandemia evidenciou a necessidade de inovação na formação médica no Brasil, destacando a desigualdade na distribuição de médicos entre áreas urbanas e rurais. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, enfatiza a importância de integrar tecnologia na educação médica e adaptar currículos às mudanças climáticas. Durante a série especial “A Era do Clima, Rumo à COP-30”, Gibbon discutiu como a formação médica deve evoluir para enfrentar os desafios contemporâneos.
Mudanças climáticas impactam diretamente a saúde, influenciando diagnósticos e a incidência de doenças. A Afya, hub de educação em saúde, está comprometida em preparar médicos para essas transformações. Gibbon ressaltou que o Brasil enfrenta um problema de distribuição de médicos, com uma densidade maior nas regiões Sudeste em comparação ao interior, onde a carência de especialistas é evidente.
A Afya opera 33 escolas de medicina, com mais de 15 delas no Norte do Brasil, e oferece soluções digitais que ajudam médicos em sua rotina. Desde 2020, a empresa incorporou tecnologias como telemedicina e prescrição digital, que antes eram vistas com ceticismo. A ferramenta Whitebook, por exemplo, é utilizada por mais de 250 mil médicos e ajudou a antecipar surtos de dengue.
O CEO também abordou a necessidade de revisar o modelo de residência médica, que atualmente apresenta um descompasso entre a formação de novos médicos e a oferta de vagas. Apesar de formar cerca de 40 mil médicos anualmente, apenas 15 mil vagas de residência estão disponíveis, resultando em muitos profissionais optando por atuar como generalistas.
Em agosto, a Afya realizará o segundo Afya Summit, focando no impacto ambiental na saúde. Cerca de 10% a 20% do currículo das escolas de medicina da Afya aborda características regionais, preparando os alunos para as especificidades de cada região. A empresa investiu aproximadamente R$ 4 bilhões, gerando um retorno social estimado em R$ 15 bilhões, demonstrando seu compromisso em levar saúde a áreas carentes.
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