- O asteroide 2024 YR4, descoberto em 2023, tinha uma chance de 3% de colidir com a Terra em 2032, mas essa probabilidade diminuiu.
- Agora, há uma chance de 4% de impacto com a Lua, o que poderia criar uma nova cratera na superfície lunar.
- O corpo celeste, com até 90 metros de diâmetro, foi monitorado por mais de 60 observatórios, incluindo o Telescópio Espacial James Webb.
- Em fevereiro, medições indicaram que o asteroide passará a 270 mil quilômetros da Terra em 2032, mas a possibilidade de colisão com a Lua ainda persiste.
- Além disso, o asteroide 2024 PCD25, com cerca de 150 metros, colidirá com a Terra em 24 de abril de 2041, liberando energia equivalente a 10 mil bombas de Hiroshima.
O asteroide 2024 YR4, descoberto em 2023, inicialmente apresentava uma chance de 3% de colisão com a Terra em 2032. Recentemente, essa probabilidade diminuiu, mas agora há uma chance de 4% de impacto com a Lua, o que poderia gerar uma nova cratera na superfície lunar.
Em janeiro, um alerta sobre o asteroide foi emitido por um escritório da ONU em Viena, não por sensores militares. O corpo celeste, com até 90 metros de diâmetro, foi monitorado por mais de 60 observatórios, incluindo o Telescópio Espacial James Webb. Os cientistas calcularam que, se houvesse impacto, ocorreria em 22 de dezembro de 2032, afetando uma vasta área que inclui o oceano Pacífico e partes da América do Sul e do Oriente Médio.
Monitoramento e Detecção
Em fevereiro, novas medições mostraram que o 2024 YR4 passará a 270 mil km da Terra em 2032. No entanto, a possibilidade de colisão com a Lua permanece, o que poderia resultar na dispersão de até 100 milhões de quilos de rochas lunares, algumas das quais poderiam atingir a Terra. O grupo de resposta a ameaças espaciais da ONU, o SMPAG, estava realizando simulações de impacto quando a situação real surgiu.
Desde 2008, a pesquisa sobre objetos próximos à Terra se intensificou, com a Nasa criando o Planetary Defense Coordination Office em 2016. Atualmente, mais de 40 mil objetos são monitorados, com cerca de 40 novos sendo descobertos semanalmente. A detecção precoce é crucial para a segurança planetária, especialmente com a iminente missão NEOMIR da Agência Espacial Europeia, que promete melhorar a identificação de asteroides.
Novas Ameaças
Além do 2024 YR4, a Rede Internacional de Alerta de Asteroides informou sobre o asteroide 2024 PCD25, que colidirá com a Terra em 24 de abril de 2041. Com cerca de 150 metros, ele liberará energia equivalente a 10 mil bombas de Hiroshima, afetando uma área que se estende do norte de Angola à República Democrática do Congo. As consequências podem incluir centenas de milhares de mortos e destruição em larga escala.
A situação atual destaca a fragilidade do sistema global diante de ameaças espaciais. Apesar dos cortes orçamentários propostos para a Nasa, a agência reafirma seu compromisso em proteger o planeta.
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