- As autoridades de saúde dos Estados Unidos reavaliarão a terapia de reposição hormonal (TRH) em 17 de outubro.
- O chefe da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), Marty Makary, defende os benefícios da TRH para aliviar sintomas da menopausa.
- O uso da TRH caiu devido a preocupações sobre riscos, como câncer de mama, levantadas pelo estudo Women’s Health Initiative.
- Makary afirma que os riscos foram exagerados e que novas formulações podem trazer benefícios, como a redução do declínio cognitivo e a prevenção de doenças.
- Críticos apontam que o estudo original envolveu mulheres em estágios avançados da menopausa e que a medicalização da menopausa deve ser questionada.
As autoridades de saúde dos Estados Unidos reavaliarão a terapia de reposição hormonal (TRH) nesta quinta-feira, 17 de outubro. O chefe da FDA, Marty Makary, defende os benefícios da TRH, que visa aliviar os sintomas da menopausa, como ondas de calor e alterações de humor. O uso da TRH tem diminuído devido a preocupações sobre riscos, especialmente o câncer de mama, levantadas pelo estudo Women’s Health Initiative, realizado nos anos 2000.
Makary argumenta que os riscos associados à TRH foram exagerados e que novas formulações estão disponíveis. Ele destaca que, quando administrada no início da transição para a menopausa, a TRH pode até reduzir o declínio cognitivo e prevenir doenças como osteoporose e problemas cardiovasculares. A FDA, no entanto, ainda menciona riscos como câncer de endométrio e coágulos sanguíneos.
A reunião da FDA é incomum e não possui uma agenda divulgada. Alguns especialistas convidados têm vínculos com empresas que oferecem tratamentos para a menopausa. Críticos do estudo original afirmam que as participantes estavam em estágios avançados da menopausa e que as formulações de tratamento mudaram desde então.
Recentemente, o American Journal of Physicians publicou um editorial que ressalta os benefícios limitados da TRH e os danos significativos associados a ela, sugerindo que a menopausa não deve ser medicalizada. A discussão sobre a TRH continua polarizada, refletindo a complexidade do tema e a necessidade de mais pesquisas.
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