- Três pinguins-de-magalhães foram avistados na praia de Itaipu, em Niterói, na manhã de 14 de agosto.
- O avistamento gerou relatos de outros pinguins em Camboinhas e na Praia do Arpoador.
- Esses pinguins costumam migrar da Patagônia para as praias fluminenses durante o inverno em busca de alimento e águas mais quentes.
- Um pinguim encontrado na Praia do Arpoador apresentava sinais de hipotermia e foi levado para reabilitação.
- Quatro pinguins foram encontrados mortos na Praia da Reserva e passarão por autópsia. A orientação é não se aproximar dos animais e acionar o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800-999-5151.
Quem esteve na praia de Itaipu, em Niterói, na manhã de segunda-feira, 14 de agosto, se deparou com uma cena inusitada: três pinguins-de-magalhães nadavam próximos à areia, atraindo a atenção dos banhistas. O avistamento rapidamente se espalhou pelas redes sociais, levando outros internautas a relatar avistamentos em Camboinhas e na Praia do Arpoador.
A presença desses pinguins nas praias fluminenses é comum durante o inverno, quando migrantes da Patagônia buscam águas mais quentes e alimento. O biólogo marinho Ricardo Gomes explica que, em algumas situações, os pinguins podem se desorientar e se aproximar da costa involuntariamente. Em outros casos, chegam debilitados, arrastados pela correnteza.
Situação Crítica
Recentemente, um pinguim foi encontrado na Praia do Arpoador com sinais de hipotermia e foi encaminhado para reabilitação na unidade do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) em Botafogo. Na mesma semana, quatro pinguins foram encontrados mortos na Praia da Reserva, entre a Barra da Tijuca e o Recreio. Esses animais foram recolhidos pelo PMP e passarão por autópsia.
Suellem Santiago, coordenadora da Econservation, que executa o PMP, alerta que frequentemente esses pinguins chegam debilitados, com baixa reserva de gordura e em estado de exaustão, o que pode levar à morte. A orientação para quem encontrar um pinguim na areia é não se aproximar e acionar o PMP pelo telefone 0800-999-5151.
Entre na conversa da comunidade