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Mónica Ojeda apresenta a intensidade de ‘Xamãs elétricos na festa do sol’

Mónica Ojeda lança **Xamãs elétricos na festa do sol**, um romance que une música e espiritualidade nas festividades andinas.

Capa de 'Xamãs elétricos na festa do sol' e sua autora, Mónica Ojeda (Foto: Divulgação)
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  • Mónica Ojeda, escritora equatoriana, lança o romance “Xamãs elétricos na festa do sol”.
  • A obra explora a conexão entre música, espiritualidade e autodescoberta, ambientada nas festividades andinas do Inti Raymi.
  • A narrativa polifônica apresenta múltiplos narradores, incluindo Ernesto Aguarvil, um eremita que reflete sobre sua vida.
  • O livro, com tradução de Silvia Massimini Félix, possui 296 páginas e se passa no ano 5550 do calendário andino.
  • A edição brasileira inclui um léxico quíchua e do folclore andino, enriquecendo a compreensão dos leitores.

Mónica Ojeda, escritora equatoriana renomada, lança seu novo romance Xamãs elétricos na festa do sol, uma obra que explora a conexão entre música, espiritualidade e autodescoberta. Ambientada nas festividades andinas do Inti Raymi, a narrativa polifônica apresenta múltiplos narradores, incluindo Ernesto Aguarvil, um eremita que reflete sobre sua vida e suas memórias.

O livro, com tradução de Silvia Massimini Félix e publicado pela Autêntica Contemporânea, traz 296 páginas de uma experiência literária rica e sonora. A trama se desenrola no ano 5550 do calendário andino, quando as jovens Nicole e Noa partem de Guayaquil para o festival Ruído Solar, situado no topo de um vulcão. A jornada delas é marcada por eventos sobrenaturais, como a chuva de pássaros provocada pela erupção do vulcão Sangay.

Temas Centrais

A obra destaca a música como uma linguagem místico-profética, conectando o tempo dos vivos ao dos mortos. Através de ritmos que evocam espíritos e sons da natureza, Ojeda explora a profundidade da experiência humana. As personagens enfrentam suas angústias e revelações em um ambiente que desafia a vida humana, refletindo sobre a beleza e o medo que a natureza impõe.

Além disso, a edição brasileira inclui um léxico quíchua e do folclore andino, enriquecendo a compreensão dos leitores sobre os conceitos presentes na narrativa. Xamãs elétricos na festa do sol já é considerado um dos livros mais interessantes do ano, consolidando a posição de Mónica Ojeda como uma voz essencial na literatura contemporânea.

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