- Jonathas de Andrade apresenta sua primeira exposição individual na Espanha, na Sala de Bóvedas de Condeduque, em Madrid.
- A mostra, que ficará em cartaz até 20 de julho, aborda otredade e reinvenção cultural, focando na linguagem de sinais de uma comunidade surda no Brasil.
- O vídeo O peixe (2016) é uma das obras em destaque, exibido em uma grande tela como um altar que valoriza a voz dos indivíduos retratados.
- A exposição é organizada por Claudia Rodríguez-Ponga e Marta Ramos-Yzquierdo e busca romper com a lógica tradicional do espaço expositivo.
- Andrade propõe uma reflexão sobre a interseção entre o popular e o culto, utilizando a arte para provocar sensações e engajamento do público.
Exposição de Jonathas de Andrade em Madrid
O artista brasileiro Jonathas de Andrade apresenta sua primeira exposição individual na Espanha, na Sala de Bóvedas de Condeduque, em Madrid. A mostra, que ficará em cartaz até 20 de julho, explora temas como otredade e reinvenção cultural, com foco na linguagem de sinais de uma comunidade surda no Brasil.
Entre as obras em destaque, o vídeo O peixe (2016) é exibido em uma grande tela, funcionando como um altar que eleva a voz e a presença dos indivíduos retratados. Andrade utiliza o corpo como um meio de expressão política, refletindo sobre a realidade social brasileira e a complexidade das emoções humanas.
Temas e Abordagens
A exposição é organizada por Claudia Rodríguez-Ponga e Marta Ramos-Yzquierdo, e busca romper com a lógica tradicional do espaço expositivo. As obras de Andrade, como Jogos dirigidos, envolvem uma comunidade de pessoas surdas de Várzea Queimada, que desenvolveram sua própria linguagem de sinais, enfatizando a importância do gesto como forma de comunicação e ação coletiva.
O artista propõe uma reflexão sobre o tempo e a cultura, abordando a interseção entre o popular e o culto. Andrade destaca a necessidade de repensar as narrativas e as identidades, utilizando a arte como um meio para provocar sensações e engajamento do público.
Reflexões e Impactos
As obras de Andrade confrontam o espectador com a diversidade e as contradições da existência humana. Ele sugere que, em tempos de crise, é possível reinventar crenças e buscar novas utopias. A exposição não apenas apresenta arte, mas também convida à reflexão sobre a condição humana e a construção de um futuro mais inclusivo e criativo.
Com essa mostra, Jonathas de Andrade reafirma seu papel como um dos principais artistas contemporâneos do Brasil, ampliando o diálogo sobre a arte e sua relação com a sociedade.
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