- Um estudo publicado na revista Nature Structural and Molecular Biology mostrou que o anticorpo combinado DS90–m102.4 oferece 100% de proteção em hamsters contra o vírus Nipah.
- O vírus Nipah, transmitido por morcegos, tem uma taxa de mortalidade de até 75% e causa doenças graves, como inflamação cerebral.
- A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, e da Monash University, na Malásia.
- O anticorpo DS90 é um nanobody isolado de um alpaca, enquanto o m102.4 é um anticorpo monoclonal em fase de testes clínicos.
- A combinação dos anticorpos mostrou eficácia em prevenir resistência ao tratamento e foi 50% eficaz em tratar infecções já estabelecidas, prolongando a vida dos animais infectados.
Um novo estudo publicado na revista *Nature Structural and Molecular Biology* revelou que o anticorpo combinado DS90–m102.4 oferece 100% de proteção em hamsters contra o vírus Nipah, conhecido por sua alta taxa de mortalidade, que pode chegar a 75%. Este vírus, transmitido por morcegos, causa doenças graves, incluindo inflamação cerebral e problemas respiratórios.
O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e da Monash University, na Malásia, destaca a eficácia do anticorpo em prevenir a resistência ao tratamento. O DS90 é um nanobody isolado de um alpaca, que neutraliza várias cepas do vírus, enquanto o m102.4 é um anticorpo monoclonal em fase de testes clínicos. A combinação dos dois anticorpos mostrou-se mais eficaz do que cada um isoladamente.
Os testes realizados em hamsters expostos ao vírus Nipah demonstraram que o anticorpo combinado não apenas protegeu os animais, mas também foi 50% eficaz em tratar infecções já estabelecidas, prolongando a vida dos infectados em até quatro dias. Em contraste, todos os animais do grupo controle desenvolveram a doença e faleceram em seis dias.
A pesquisa é considerada um avanço significativo na luta contra o vírus Nipah, que não possui vacinas ou tratamentos aprovados. Os cientistas expressam otimismo quanto à possibilidade de que essa nova abordagem possa ser utilizada para prevenir e tratar infecções em humanos, especialmente em regiões onde o vírus é endêmico, como Bangladesh, Índia e Malásia.
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