- A Anthropic afirma que Claude Mythos supera humanos em algumas tarefas de hacking e segurança cibernética, levantando preocupações entre reguladores e instituição financeiras.
- A empresa divulgou que, inicialmente, o Mythos esteve disponível para doze companhias via Project Glasswing e agora há planos de ampliar o acesso para cento e cinquenta instituições de setores diversos.
- Parceiros do Glasswing incluem Amazon Web Services, Apple, Microsoft, Google, Nvidia e Broadcom, entre outros, com exigências de segurança para novos acessos.
- Autoridades e especialistas ponderam ceticismo sobre o desempenho do Mythos, enquanto autoridades financeiras discutem os riscos em fóruns como o FMI; ainda há dúvidas sobre a veracidade das capacidades anunciadas.
- Especialistas destacam que, independentemente do Mythos, a prioridade é fortalecer a segurança cibernética básica, já que ataques simples costumam contornar defesas sem ferramentas avançadas.
O que é Claude Mythos? a Anthropic afirma que seu novo modelo, Mythos, supera humanos em algumas tarefas de hacking e segurança cibernética. A empresa diz ter observado desempenho superior em testes de vulnerabilidades e exploração de falhas. O Mythos integra a família Claude, rivalizando com ChatGPT e Gemini.
A divulgação acompanha o Project Glasswing, iniciativa que começou com o objetivo de reforçar a resiliência de sistemas essenciais, concedendo acesso ao Mythos a 12 empresas de tecnologia. Entre as parceiras estão Amazon Web Services, Apple, Microsoft, Google, Nvidia e Broadcom.
A Anthropic informou que estenderá o acesso ao Mythos para mais 150 instituições, de setores como energia, água, saúde, comunicações e equipamentos. Novos parceiros precisarão cumprir critérios de segurança para obter acesso ao modelo.
Por que existem preocupações
A empresa sustenta que o Mythos, durante os testes, identificou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade em sistemas operacionais e navegadores. Reguladores, bancos centrais e gestores financeiros temem impactos nos serviços digitais.
Autoridades inspectivas já discutiram o tema em fóruns internacionais. O FMI, em Washington, tratou do assunto em reunião de abril, segundo declarações de ministros de Finanças. O governo britânico também destacou o tema em avaliações públicas.
O Mythos chegou a gerar cautela entre autoridades europeias, que discutem preocupações com o uso seguro da IA. Analistas alertam para a possibilidade de ferramentas avançadas acelerarem ataques cibernéticos se mal utilizadas.
A visão de especialistas
Ex-chefe de segurança cibernética do Reino Unido afirmou que o Mythos pode encontrar falhas críticas mais rapidamente que outros modelos, o que aumenta o interesse, mas também o ceticismo sobre seu desempenho em sistemas bem protegidos.
Especialistas lembram que sem testes independentes ainda restam dúvidas sobre a capacidade prática do Mythos. Institutos de pesquisa apontam que a maior ameaça pode ocorrer em ambientes com pouca proteção, mesmo com boas práticas.
Uma profissional italiana, reconhecida por competições de hacking ético, disse à imprensa que ferramentas de IA podem afetar a atuação de especialistas no curto prazo, ampliando a pressão sobre as defesas digitais.
Devemos nos preocupar?
Especialistas ressaltam que o ritmo de avanços em IA não é novidade e que riscos são observados há anos. O foco, segundo autoridades de cibersegurança, deve ser a melhoria das defesas básicas.
O National Cyber Security Centre orienta manter a calma e priorizar correções de segurança, destacando que muitos ataques são realizados com técnicas simples. Analistas veem oportunidades de uso positivo dessas ferramentas para sanar vulnerabilidades.
A Anthropic recallou, no fim de abril, a investigação sobre um acesso não autorizado ao Claude Mythos Preview por meio de um fornecedor terceirizado, após reportagem da Bloomberg. A empresa disse estar apurando o fato.
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