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Defesa de Virgínia Fonseca comenta investigação da PF por lavagem de dinheiro

Defesa de Virgínia Fonseca nega irregularidades em empresas e diz que movimentações não configuram lavagem, apesar da investigação da PF

Virgínia Fonseca está sendo investigada pela Polícia Federal
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  • A Polícia Federal investiga Virgínia Fonseca por suposta lavagem de dinheiro, conforme reportagem do Domingo Espetacular, iniciada após o depoimento da influencer à CPI das Bets.
  • Relatórios apontam suspeitas sobre movimentações financeiras das empresas da influenciadora, incluindo recebimentos de cerca de R$ 22 milhões pela Talismã Digital, com transações via Pix que levantaram dúvidas sobre o enquadramento tributário.
  • Há menções, na matéria, de ligação entre sócios da Virgínia, a Pink Lash e um histórico ligado ao PCC, além do uso do mesmo endereço para a holding da influencer desde 2023.
  • A defesa de Virgínia nega irregularidades e afirma que não houve movimentação ilegal; ressalta que depósitos via Pix são normalizados pela conformidade de cada ponto de venda.
  • A defesa também sustenta que a WePink foi criada em 2021 de forma independente, sem vínculo com Karen Mori ou com o crime organizado, diferenciando-a da antiga sociedade com a Pink Lash.

O Doming… Espetacular revelou nesta semana que a Polícia Federal avança em investigações envolvendo Virgínia Fonseca, influenciadora apontada em suspeitas de lavagem de dinheiro. Os relatos partem de relatórios da PF que indicam movimentações financeiras atípicas nas empresas da personalidade digital.

A apuração tem raízes no depoimento de Virgínia à CPI das Bets, há pouco mais de um ano. Segundo a reportagem, o COAF identificou transações que levantam dúvidas sobre a origem de recursos recebidos pela Talismã Digital, empresa ligada à influenciadora.

Relatórios apontam que valores recebidos via Pix teriam saído de outra empresa com restrições tributárias, o que pode caracterizar irregularidades. A PF investiga se haveria uso de empresas de fachada para movimentar montantes elevados.

Esquema empresarial e ligações

Antes de fundar a WePink, Virgínia atuava com Samara e Thiago Stabile na Pink Lash, em sociedade com Karen Mori, viúva de um antigo líder do PCC. A reportagem aponta que Karen deixou a sociedade e, em 2023, a Pink Lash passou a operar no mesmo endereço da holding da influencer.

A holding de Virgínia tem capital social estimado em cerca de R$ 50 milhões e é proprietária de aviões vinculados à influenciadora. A investigação também menciona ligações com sites de apostas, sob a chamada “cláusula da desgraça”, que prevê participação de criadores nos lucros de apostas associadas a seus links.

Defesa de Virgínia Fonseca

A defesa afirma que não há irregularidades nas operações das empresas e que movimentações atípicas em relatórios não equivalem a ilegalidade. Quanto aos recebimentos por Pix, diz que a WePink atua no varejo, com quiosques em shoppings e pagamentos em dinheiro, que são registrados por cada ponto de venda e conciliados com notas fiscais.

Os advogados asseguram que Virgínia e suas companhias não possuem vínculos com Karen Mori nem com atividades criminosas. A defesa destaca que a WePink foi criada em 2021 de forma independente, sem relação com a Pink Lash, além de negar qualquer associação com organizações criminosas.

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