- A Organização Mundial da Saúde classificou a epidemia de ebola na República Democrática do Congo como “extremamente grave e difícil” e pediu que países vizinhos ajam imediatamente; o diretor Tedros Adhanom Ghebreyesus viaja à RDC.
- Dez países africanos estão em risco pela doença, além da RDC e de Uganda, segundo Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
- A epidemia é causada pela cepa Bundibugyo; há 101 casos confirmados na RDC, 10 mortes, e estima-se que haja 900 casos possíveis e 220 mortes suspeitas.
- A região de Ituri e as províncias orientais enfrentam insegurança e desconfiança da população; não existem vacinas aprovadas nem tratamentos para essa cepa.
- A OMS vai mobilizar recursos, suprimentos médicos e pessoal para a RDC, visando acelerar ensaios clínicos de possíveis tratamentos; ocorreu ainda um ataque a um hospital em Mongbwalu para recuperar o corpo de um líder religioso morto de ebola.
A República Democrática do Congo enfrenta uma epidemia de ebola classificada como extremamente grave e difícil, segundo o diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A OMS pediu aos países vizinhos que atuem de forma imediata. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 25, durante reunião ministerial online organizada pelos CDC.
A doença foi detectada na RDC em maio, com a cepa Bundibugyo. Há 101 casos confirmados e 10 óbitos, segundo dados oficiais, mas estimativas apontam 900 casos prováveis e 220 mortes suspeitas. A OMS elevou o nível de risco de alto para muito alto na semana passada.
A epidemia avança em meio a insegurança nas áreas afetadas e à desconfiança da população, com Ituri, no nordeste, sendo o epicentro inicial. As províncias orientais registram conflitos crescentes, dificultando operações de resposta e vigilância.
Desafios logísticos e epidemiológicos
A ausência de vacinas aprovadas para a cepa Bundibuggyο e a falta de tratamentos específicos complicam o manejo do surto. Taxas de transmissão e acesso limitado às comunidades agravam o quadro, segundo a OMS.
Um incidente recente em Mongbwalu evidenciou tensões locais: a noite de domingo viu invasão a um hospital para levar o corpo de um líder religioso falecido de ebola. Autoridades começaram diligências para esclarecer o ocorrido.
Tedros afirmou que a OMS mobilizará recursos, suprimentos médicos e pessoal para a RDC, visando apoiar autoridades locais e acelerar ensaios clínicos de potenciais tratamentos. A mensagem é de preparação para piora antes de melhorias.
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