- O carimbó, ritmo tradicional do Pará, ganhou destaque no Rio de Janeiro após a apresentação da atriz Paolla Oliveira como rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval 2025.
- A performance na Sapucaí gerou grande repercussão e aumentou a popularidade do gênero na capital fluminense.
- Desde os anos 2000, músicos como Fábio Lobo promovem o carimbó na cidade, realizando encontros em Santa Teresa.
- Colaborações com artistas que misturam o carimbó a outros estilos, como Marco André e bandas como Bandalheira Paidégua, têm contribuído para a evolução do ritmo.
- Os eventos de carimbó no Rio são espaços de convivência multicultural, reunindo pessoas de diversas origens para celebrar a cultura brasileira.
Na cidade do Rio de Janeiro, o carimbó, ritmo tradicional do Pará, tem se destacado nas noites cariocas, especialmente após a performance da atriz Paolla Oliveira como rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval 2025. A apresentação, que levou o carimbó à Sapucaí, gerou grande repercussão e evidenciou a crescente popularidade do gênero na capital fluminense.
O movimento carimbó no Rio não é recente. Desde os anos 2000, músicos como Fábio Lobo têm promovido o ritmo, realizando encontros em Santa Teresa que fortalecem a presença da cultura amazônica na cidade. Lobo, um dos principais expoentes do carimbó contemporâneo, destaca a música como uma ponte entre passado, presente e futuro. Em 2011, ele internacionalizou o gênero com o álbum Carimbó Paidegua, apresentado na Espanha.
A reinvenção do carimbó no Rio também é marcada por colaborações com artistas que incorporam novos elementos ao estilo. Nomes como Marco André, que introduziu beats eletrônicos, e a formação de bandas como Bandalheira Paidégua e Paideguará, têm contribuído para a evolução do ritmo. O Coletivo Colapso, criado por Lobo e Ana Jataí, mistura carimbó com outros ritmos afro-brasileiros, ampliando ainda mais a diversidade musical.
Os eventos de carimbó no Rio são mais do que simples apresentações; são espaços de convivência multicultural. Neles, nortistas, nordestinos, cariocas e estrangeiros se reúnem para dançar e celebrar a riqueza cultural do Brasil, criando uma experiência quase ritualística. A música, com sua capacidade de extravasar emoções, reflete a alegria e a beleza dos modos de vida das comunidades envolvidas.
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