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Padrasto é preso por tortura de criança em caso semelhante ao de Henry Borel

Padrasto é preso por tortura de menina de 4 anos, que está em estado crítico. Mãe é investigada por omissão em caso semelhante ao de Henry Borel.

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Israel Lima Gomes, de 25 anos, foi preso por torturar sua enteada de 4 anos no Rio de Janeiro. Ele já tinha um histórico de violência contra mulheres e importunação sexual. Durante a audiência de custódia, a juíza aprovou a prisão temporária dele, que negou as agressões. A mãe da criança também está sendo investigada por não ter protegido a filha, que está em estado crítico após sofrer várias agressões. A polícia descobriu que a menina tinha lesões graves, e mensagens entre o casal indicam que eles sabiam do sofrimento da criança. O delegado responsável pelo caso comparou a situação ao caso de Henry Borel, que também envolveu violência contra uma criança. A menina foi levada ao hospital com ferimentos graves e chegou a ter paradas cardíacas. A investigação continua, e o suspeito pode ser acusado de tortura e tentativa de homicídio.

Israel Lima Gomes, de 25 anos, foi preso na última sexta-feira, acusado de torturar sua enteada de quatro anos em Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O homem, que já possui um histórico de violência contra a mulher e importunação sexual, foi detido após a criança ser internada em estado crítico.

Na audiência de custódia, a juíza Ariadne Villela Lopes considerou legal a prisão temporária de Gomes, que negou as agressões. A mãe da menina também está sendo investigada por omissão, pois mensagens trocadas entre ela e o companheiro indicam que ela tinha conhecimento das torturas.

O delegado Felipe Santoro, responsável pelo caso, destacou a frieza de Gomes ao receber a notícia da prisão. Ele se referiu à criança como “amorzinho” e alegou surpresa com a detenção. Essa atitude levanta suspeitas sobre um possível perfil psicopata, característico de indivíduos que agem sem empatia.

A investigação revela que a menina foi submetida a sessões prolongadas de tortura, com lesões graves incompatíveis com a versão apresentada pelo padrasto, que alegou que a criança havia caído da cama. A criança foi levada ao Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), onde os médicos relataram múltiplas agressões, incluindo perfuração intestinal e fratura no braço.

Conversas entre a mãe e o padrasto revelaram que a criança era frequentemente trancada em banheiros escuros e que as agressões eram justificadas como “quedas” ou “acidentes”. A mãe, em depoimento, afirmou temer por sua vida caso denunciasse o companheiro.

A prisão de Gomes foi decretada com base na gravidade dos crimes e no risco de fuga. Ele responderá por tortura, um crime hediondo, e as investigações podem evoluir para tentativa de homicídio qualificado. O caso, que remete ao de Henry Borel, destaca a importância da denúncia em situações de abuso e maus-tratos.

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