Em 2024, o número de ingressos vendidos nos cinemas do mundo caiu 8,8% em relação a 2023, totalizando 4,8 bilhões. Essa foi a primeira queda desde o início da pandemia de Covid-19. A Europa teve uma redução menor, de apenas 1,7%, enquanto a China enfrentou uma queda significativa de 22%. Apesar disso, a frequência aos cinemas na Europa chegou a 75% em comparação com 2019, enquanto globalmente ficou em 68%. A maioria dos filmes assistidos, cerca de 81%, é produzida nos Estados Unidos, China e Índia, com os filmes americanos sendo os mais populares fora de seus países. As produções europeias também estão ganhando espaço, alcançando 33% do mercado.
O número de ingressos vendidos nos cinemas globalmente caiu 8,8% em 2024, totalizando 4,8 bilhões de bilhetes, conforme revelou o Observatório Europeu do Audiovisual (OEA) durante o Mercado do Cinema de Cannes, em 16 de maio de 2024. Essa é a primeira queda desde o início da pandemia de Covid-19. A receita gerada foi estimada em 28 bilhões de euros (R$ 176,4 bilhões), com 500 milhões de ingressos a menos em comparação com 2023.
A frequência aos cinemas atingiu 68% do nível de 2019, enquanto em 2023 esse número superou 70%. O analista Martin Zanzler do OEA indicou que “talvez tenhamos atingido um novo platô”. A Europa, no entanto, apresentou uma queda menor, de apenas 1,7%, com a taxa de frequência chegando a 75% em relação a 2019.
Desempenho Regional
Na China, o maior mercado cinematográfico do mundo, a redução foi mais acentuada, com uma queda de 22% na venda de ingressos. A situação na Europa é mais estável, com países como França e Irlanda se destacando pela alta densidade de salas de cinema e frequência.
Em termos de produções, 81% dos filmes exibidos globalmente são originários de apenas três países: Estados Unidos, China e Índia. Enquanto os filmes chineses e indianos são predominantemente consumidos em seus mercados internos, os americanos têm uma ampla distribuição internacional. Em 2024, 63% dos espectadores europeus assistiram a filmes americanos.
As produções europeias estão recuperando espaço, alcançando uma participação de mercado de 33%. O cenário atual indica um desafio para a indústria cinematográfica, que busca se adaptar a um novo padrão de consumo.
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