Jaime Spengler é o arcebispo de Porto Alegre e um cardeal importante no Vaticano, presidindo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o Conselho Episcopal Latino-Americano. Ele foi ordenado padre em 1990 e cardeal em 2022, participando do conclave atual. Em uma entrevista, Spengler falou sobre o legado do papa Francisco, destacando sua coragem e as reformas que ele iniciou, como a reforma da Cúria Romana e a preocupação com a ecologia. Ele também mencionou que a Igreja enfrenta desafios como o medo e a exclusão social, especialmente na América Latina, onde a violência e a desigualdade são problemas sérios. Spengler acredita que o futuro papa deve ter uma nova abordagem para se conectar com os jovens, usando uma linguagem que ressoe com eles. Ele ressaltou a importância da Igreja como uma voz ética e moral no mundo, enfatizando a necessidade de diálogo e acolhimento. Spengler também comentou sobre sua experiência pessoal com Francisco, destacando sua simplicidade e capacidade de escuta. Ele reconheceu que a Igreja deve se adaptar às mudanças da sociedade e que o novo papa terá a responsabilidade de continuar esse trabalho.
O arcebispo de Porto Alegre, Jaime Spengler, é um dos cardeais mais influentes do Vaticano e participa do conclave que escolherá o novo papa. Spengler, que preside a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), discute o legado do papa Francisco e os desafios sociais atuais.
Em entrevista, Spengler destacou a importância de uma nova linguagem para a Igreja, enfatizando a necessidade de abordar questões como o medo e a exclusão. Ele mencionou que a sociedade atual é marcada por conflitos armados e desigualdade, com a concentração de riqueza nas mãos de poucos. “O ser humano é visto mais como produto do que como sujeito”, afirmou.
Spengler também refletiu sobre o legado de Francisco, que, segundo ele, trouxe coragem e um foco em temas como ecologia e justiça social. O cardeal ressaltou que o próximo papa deve continuar a construção de pontes com o mundo, promovendo diálogo e inclusão. “A Igreja possui uma reserva ética e moral”, disse.
O arcebispo, que foi ordenado padre em mil novecentos e noventa e cardeal em dois mil e vinte e dois, tem uma longa trajetória no Vaticano. Ele integrou o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e participou ativamente de eventos importantes, como a Jornada Mundial da Juventude em dois mil e treze, onde conheceu Francisco.
Spengler reconhece que a Igreja enfrenta o desafio de transmitir a fé às novas gerações, utilizando uma linguagem que ressoe com os jovens. Ele acredita que a experiência da fé deve ser vivida em comunidade, e não de forma individual. O cardeal também comentou sobre a importância de abordar a questão da pedofilia na Igreja, afirmando que as dioceses estão comprometidas em seguir as orientações do Vaticano.
Com a responsabilidade de representar a América Latina no conclave, Spengler reconhece o peso de sua posição, mas mantém uma postura humilde. “O futuro a Deus pertence”, concluiu, referindo-se à escolha do próximo papa e à continuidade do trabalho iniciado por Francisco.
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