Héctor Abad Faciolince lançou seu novo livro, “Ahora y en la hora”, inspirado na escritora ucraniana Victoria Amelina, que morreu em um ataque russo. Durante a apresentação na Feira Internacional do Livro de Bogotá, Abad Faciolince falou sobre a culpa de ter sobrevivido ao ataque, onde 13 pessoas morreram, incluindo Amelina. Ele descreveu sua viagem a Kiev em 2023, onde apresentou a tradução de sua obra “El olvido que seremos” e participou de uma campanha de solidariedade com a Ucrânia. O autor expressou que o livro é uma forma de dar voz a Amelina, que perdeu a vida em um conflito por liberdade de expressão e democracia. Ele também refletiu sobre a dor e a emoção que sentiu durante a viagem, lembrando que, apesar do medo, não se sentiu ameaçado até o momento da explosão. Abad Faciolince se sentiu profundamente impactado pela morte de Amelina, que tinha a mesma idade de sua filha, e falou sobre a culpa que sente por ter sobrevivido. Ele destacou que a verdadeira responsabilidade pela tragédia recai sobre os responsáveis pela guerra.
Héctor Abad Faciolince lançou seu novo livro, “Ahora y en la hora”, na Feria Internacional del Libro de Bogotá. A obra é inspirada na escritora ucraniana Victoria Amelina, que morreu em um ataque russo em Kramatorsk. O autor compartilhou sua experiência emocional e a culpa de sobreviver ao ataque.
Durante a apresentação, Abad Faciolince, de sessenta e seis anos, descreveu a tragédia que ocorreu quando um misil atingiu a pizzeria onde ele e Amelina estavam. A explosão deixou treze mortos e sessenta e dois feridos. Ele expressou a culpa de sobreviver em meio a tanta dor e perda. “Um velho, que estava meio harto de a vida, se sente culpável de sobreviver em essas circunstâncias”, afirmou.
O autor destacou a importância da defesa da Ucrânia, que considera uma causa justa. Em meados de 2023, ele viajou a Kiev para apresentar a tradução ucraniana de sua obra anterior, “El olvido que seremos”, e participar de uma campanha de solidariedade. Durante a viagem, Abad Faciolince e seus companheiros testemunharam os horrores do conflito, incluindo ruínas de escolas e hospitais.
Reflexões sobre a Guerra
Abad Faciolince relatou que o livro é um testemunho de sua solidariedade com a Ucrânia e uma reflexão sobre a morte. Ele mencionou que, embora não tenha culpa pela morte de Amelina, sentiu-se responsável por dar voz a quem a perdeu. “Victoria é uma vítima evidente da luta por liberdade de expressão e democracia”, destacou.
O autor também recordou o momento da explosão, descrevendo a sensação de desorientação e o impacto emocional que teve. “Senti como se o inferno estivesse brotando do fundo da terra”, escreveu. Amelina faleceu dias depois em um hospital, deixando um legado de luta pela liberdade.
A apresentação do livro foi marcada por uma forte carga emocional. O escritor Ricardo Silva Romero elogiou a obra, chamando-a de “o livro mais corajoso e amoroso” que leu em muito tempo. Abad Faciolince, por sua vez, expressou sua obsessão pela morte e pela culpa que o acompanha, refletindo sobre as vidas perdidas no conflito.
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