Ronan, uma fêmea de leão-marinho da Califórnia, é a primeira mamífera não humana a mostrar habilidade de seguir o ritmo da música. Um novo estudo da Universidade da Califórnia em Santa Cruz revelou que ela tem precisão rítmica igual ou até melhor que a de humanos. Em um experimento com um metrônomo, Ronan teve uma variação média de apenas 15 milissegundos, superando 10 voluntários humanos. Ela se moveu no ritmo de um metrônomo em três velocidades diferentes, e seu desempenho a coloca entre os 1% com melhor resultado. Ronan, que nasceu na natureza em 2008, foi resgatada após encalhar várias vezes e não pôde voltar ao mar. A pesquisa desafia ideias anteriores que ligavam a capacidade de seguir ritmos à habilidade de vocalização, já que Ronan não consegue aprender novos sons como papagaios e humanos. Os pesquisadores notaram que ela não só manteve sua habilidade, mas também melhorou com o tempo.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (UCSC) revelaram que Ronan, uma fêmea de leão-marinho da Califórnia, possui precisão rítmica igual ou superior à de humanos. O estudo foi publicado na revista *Scientific Reports* nesta quinta-feira, 1º de maio de 2025. Ronan, que já era conhecida por sua habilidade de seguir o ritmo da música, superou dez voluntários humanos em um experimento com metrônomo.
No experimento, Ronan foi testada em três velocidades diferentes: 112, 120 e 128 batidas por minuto. A fêmea de leão-marinho acertou o tempo de uma batida de metrônomo com uma variação média de apenas 15 milissegundos. Para comparação, um piscar de olhos humano dura cerca de 150 milissegundos. O autor principal do estudo, Peter Cook, destacou que “ela é incrivelmente precisa, com uma variação de apenas um décimo de um piscar de olhos entre cada ciclo”.
Desempenho Superior
Os pesquisadores também utilizaram dados dos voluntários para criar uma simulação estatística, estimando que o desempenho de Ronan a colocaria entre os 1% com melhor resultado. Ronan nasceu na natureza em 2008, mas após encalhar várias vezes devido à desnutrição, foi adotada pela UCSC em 2010, pois não poderia ser devolvida ao mar.
O estudo questiona teorias anteriores que ligavam a capacidade de seguir ritmos à habilidade de vocalização, comum em papagaios e humanos. Ronan, ao contrário, não consegue aprender novos sons. Cook afirmou que “ela não só manteve a habilidade, como melhorou com o tempo”, ressaltando a precisão rítmica da leoa-marinha.
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