As restrições impostas às mulheres no Afeganistão pelos talibãs podem causar uma perda de cerca de 6% do PIB do país em dois anos, segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Desde que os talibãs voltaram ao poder em 2021, as mulheres foram excluídas de várias atividades, como ir a parques, universidades e trabalhar, resultando em uma queda na taxa de emprego feminino de 15% para 7%. Essa situação pode levar a perdas de US$ 920 milhões entre 2024 e 2026. O diretor da ONU no Afeganistão, Stephen Rodriques, afirma que permitir que as mulheres voltem ao trabalho poderia aumentar essa taxa e ajudar a atrair mais ajuda internacional para um país que enfrenta uma grave crise humanitária.
Restrições às mulheres no Afeganistão podem custar 6% do PIB em dois anos
As restrições sociais e econômicas impostas às mulheres no Afeganistão podem resultar em perdas de US$ 920 milhões (cerca de R$ 5,2 bilhões) entre 2024 e 2026, o que representa 6% do PIB do país. A afirmação é do chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em Cabul, Stephen Rodriques.
Desde o retorno dos talibãs ao poder em 2021, as mulheres foram excluídas de diversas áreas da vida pública. Elas enfrentam proibições para frequentar parques, universidades e academias, além de restrições severas ao acesso ao mercado de trabalho. A taxa de emprego feminino caiu de 15% para 7%.
Rodriques destaca que permitir que as mulheres voltem ao trabalho ou possam viajar sem acompanhante poderia aumentar significativamente a taxa de emprego. Essa mudança também incentivaria doadores internacionais a liberar mais fundos para o Afeganistão, que enfrenta uma grave crise humanitária.
Atualmente, mais da metade dos 45 milhões de habitantes do Afeganistão necessita de ajuda humanitária. O Pnud alerta que o país está afundando em uma crise socioeconômica, sendo a segunda maior crise humanitária do mundo, atrás apenas da do Sudão.
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