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Estudo revela que fenícios e púnicos não tinham parentesco genético entre si

Estudo revela que colonos púnicos não têm parentesco genético com fenícios, indicando uma expansão cultural por assimilação, não migração.

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Um estudo de genética antiga analisou o DNA de 210 corpos de colonos púnicos e descobriu que eles não têm parentesco genético com os fenícios do Oriente Próximo. A pesquisa, publicada na revista Nature, foi feita em doze cemitérios púnicos em locais como Cádiz, Málaga, Almería, Ibiza, Cerdeña e Tunísia. Os resultados mostram que a cultura fenícia se espalhou mais por assimilação cultural do que por migrações em massa. Embora os colonos mantivessem a língua e a religião fenícias, eles eram geneticamente diferentes, com ancestrais locais misturados com populações do norte da África, Sicília e Grécia. O geneticista Carles Lalueza-Fox afirmou que o mundo cartaginês representa uma das primeiras globalizações conhecidas, envolvendo Europa e África. David Reich, da Universidade de Harvard, destacou a diversidade genética nas colônias, que reflete uma mistura de ancestrais semelhantes aos habitantes atuais da Sicília e do Egeu, além de pessoas do norte da África. O estudo, que contou com a participação de setenta pesquisadores de seis países, traz novas informações sobre a civilização púnica e suas interações culturais.

Um estudo de genética antiga revelou que os colonos púnicos, que se estabeleceram em várias regiões do Mediterrâneo, não possuem parentesco genético com os fenícios originais do Oriente Próximo. A pesquisa, publicada na revista Nature, analisou o DNA de duzentos e dez cadáveres encontrados em doze cemitérios púnicos, localizados em áreas como Cádiz, Málaga, Almería, Ibiza, Cerdeña e Tunísia.

Os resultados indicam que a cultura fenícia se espalhou principalmente por meio de assimilação cultural e não por migrações em massa. Os habitantes das colônias púnicas mantiveram a língua, religião e modos de vida fenícios, mas eram geneticamente diferentes, apresentando ancestrais locais misturados com populações do norte da África, Sicília e Grécia.

O geneticista Carles Lalueza-Fox, um dos autores do estudo, destacou que “o mundo cartaginês é a primeira globalização conhecida, que abrange dois continentes, Europa e África.” A pesquisa também revelou que, em locais como Baria, na Almería, havia uma comunidade grega com alta endogamia vivendo em uma cidade púnica.

David Reich, geneticista da Universidade de Harvard, enfatizou a diversidade genética encontrada nas colônias, que reflete uma mistura de ancestrais semelhantes aos habitantes atuais de Sicília e do Egeu, além dos do norte da África. O estudo, que envolveu setenta pesquisadores de seis países, amplia significativamente o conhecimento sobre a civilização púnica e suas interações culturais.

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