Walter Frankenstein, um sobrevivente do Holocausto, morreu aos 100 anos em Estocolmo, Suécia. Sua morte foi confirmada por amigos e pela fundação do memorial do Holocausto em Berlim. Nascido em 1924 na Polônia, ele viveu em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial, onde se escondeu com sua família. Ele presenciou a violência do Kristallnacht em 1938 e, durante a guerra, foi forçado a trabalhar e viveu com medo constante de ser deportado. Em 1943, ele e sua família se esconderam por 25 meses, e apenas 1.700 dos 7.000 judeus que se esconderam em Berlim sobreviveram. Eles foram libertados em 1945 com a chegada do Exército Vermelho. Após a guerra, a família imigrou para Israel e depois para a Suécia em 1956. Walter frequentemente voltava à Alemanha para falar com jovens sobre sua experiência. Em 2014, recebeu a Ordem do Mérito da Alemanha. Ele é lembrado por seu trabalho em manter viva a memória do Holocausto e alertar sobre os perigos do ódio.
Sobrevivente do Holocausto, Walter Frankenstein, morre aos 100 anos
Walter Frankenstein, sobrevivente do Holocausto, faleceu aos 100 anos em Estocolmo, na Suécia. A morte foi confirmada por amigos e pela fundação do memorial do Holocausto em Berlim nesta terça-feira (22). Ele dedicou sua vida a compartilhar sua história e alertar sobre os horrores do Holocausto.
Nascido em 1924, na Polônia, Frankenstein viveu em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial, escondendo-se com sua esposa e filhos. Ele testemunhou a violência do *Kristallnacht* em 1938, quando sinagogas foram incendiadas e negócios judaicos vandalizados.
Durante o conflito, Frankenstein foi forçado a trabalhar em regime de servidão e viveu sob a constante ameaça de deportação. Em 1943, ele e sua família se esconderam em Berlim por 25 meses, enfrentando dificuldades e perigos.
Apenas 1.700 dos 7.000 judeus que se esconderam em Berlim sobreviveram à guerra. Frankenstein e sua família foram libertados com a chegada do Exército Vermelho Soviético em 1945.
Após a guerra, a família imigrou para Israel e, posteriormente, para a Suécia em 1956, onde estabeleceu residência. Frankenstein retornava frequentemente à Alemanha, proferindo palestras para jovens sobre sua experiência no Holocausto.
Em 2014, recebeu a Ordem do Mérito da Alemanha, a mais alta honraria do país. Ele também era um torcedor apaixonado do Hertha Berlin, clube de futebol da cidade.
Frankenstein é lembrado por sua dedicação em manter viva a memória do Holocausto e alertar sobre os perigos do ódio e da intolerância. Sua história é um testemunho da resiliência humana diante da adversidade.
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