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Pope Francis deixa legado de esperança e unidade entre cristãos e muçulmanos no Iraque

A morte do Papa Francisco provoca luto profundo entre os cristãos iraquianos, que recordam sua visita de esperança em meio ao caos.

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A morte do Papa Francisco deixou a comunidade cristã no Iraque muito triste, especialmente porque eles lembram da visita dele em 2021 como um momento de esperança após anos de conflitos. Essa visita foi a primeira de um Papa ao Iraque e aconteceu depois do avanço do Estado Islâmico, que forçou muitos cristãos a deixar suas casas. Em Mosul, o arcebispo Najeeb Moussa Michaeel disse que a visita do Papa foi como uma celebração para o povo local, pois ele trouxe uma mensagem de amor e paz. Sa’dullah Rassam, um cristão que fugiu de Mosul, ficou emocionado ao ver o Papa e descreveu o encontro como o melhor momento de sua vida. O Papa também ajudou na reconstrução da cidade e incentivou o retorno de muitos cristãos. O patriarca caldeu Louis Raphael Sako elogiou o trabalho do Papa em unir muçulmanos e cristãos em torno de valores comuns. Durante a visita, o Papa se encontrou com o grão-aiatolá Ali al-Sistani, um importante líder muçulmano, que expressou tristeza pela morte do Papa e reconheceu seu papel na promoção da paz. Para muitos iraquianos, o Papa Francisco simbolizava esperança e união, e sua humildade e inclusão foram muito apreciadas.

Morte do Papa Francisco gera comoção entre cristãos no Iraque

A morte do Papa Francisco causou grande tristeza entre a comunidade cristã iraquiana, que recorda sua visita histórica de 2021 como um momento de esperança após anos de conflito e perseguição. A visita, a primeira de um Papa ao Iraque, ocorreu após o avanço do Estado Islâmico e o deslocamento de milhares de cristãos.

Visita a Mosul foi um marco

Em Mosul, o arcebispo caldeu Najeeb Moussa Michaeel relembrou a visita do Papa à cidade devastada pela guerra como um momento de alegria, comparável a um casamento para o povo local. “Ele quebrou essa barreira e se manteve firme na cidade devastada de Mosul, proclamando uma mensagem de amor, fraternidade e coexistência pacífica”, afirmou o arcebispo.

Retorno e reconstrução

Sa’dullah Rassam, um dos cristãos que fugiu de Mosul em 2014, emocionou-se ao ver o Papa deixar a igreja na cidade. Em um encontro inesperado, o Papa desceu do carro para cumprimentá-lo, um momento que Rassam descreveu como o melhor de sua vida. A visita papal impulsionou a reconstrução da cidade e o retorno de muitos cristãos.

Fortalecimento do diálogo inter-religioso

O patriarca caldeu Louis Raphael Sako destacou o esforço do Papa Francisco em fortalecer os laços com as igrejas orientais e com as comunidades muçulmanas. Sako recordou que o Papa sempre enfatizou a importância da coexistência entre muçulmanos e cristãos. “Ele trouxe muçulmanos e cristãos juntos em torno de valores compartilhados”, disse o patriarca.

Encontro histórico com líder xiita

Durante sua visita, o Papa Francisco realizou um encontro histórico com o grão-aiatolá Ali al-Sistani, líder xiita do Iraque. O escritório de Sistani expressou “profunda tristeza” com a morte do Papa, reconhecendo seu papel na promoção da paz e tolerância. O encontro entre os dois líderes religiosos contribuiu para a cultura de coexistência pacífica no país.

Legado de esperança e união

Para muitos iraquianos, o Papa Francisco foi um símbolo de esperança e união. Marvel Rassam, que participou de uma missa celebrada pelo Papa em Irbil, destacou a humildade e inclusão do líder religioso. “Ele foi nosso Papa favorito, não apenas porque foi o primeiro a visitar o Iraque, mas também por sua humildade e inclusão”, concluiu Rassam.

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