A Netflix entrou com um recurso no Conselho de Estado da França para contestar a regra que exige um período de espera de 15 meses antes que filmes possam ser exibidos na plataforma após sua estreia nos cinemas. A empresa quer reduzir esse prazo para 12 meses, mas não pretende aumentar seu investimento atual de 50 milhões de euros no cinema francês. Essa norma é baseada na contribuição financeira das plataformas ao setor audiovisual, e a Netflix, que não participou do novo acordo de cronologia, enfrenta restrições semelhantes a outras empresas, como o Canal+, que pode exibir filmes após seis meses de lançamento devido a um investimento maior. Um decreto recente formalizou um novo acordo que inclui a Netflix, mesmo sem sua participação. Em contraste, a Disney conseguiu reduzir seu prazo de exibição de 17 para 9 meses após aumentar sua contribuição para a produção audiovisual na França.
A Netflix apresentou um recurso ao Conselho de Estado da França em 11 de abril de 2025 para contestar a cronologia da mídia, que exige um período de espera de 15 meses para exibir filmes após sua estreia nos cinemas. A plataforma busca reduzir esse prazo para 12 meses sem aumentar seu investimento atual de 50 milhões de euros no cinema francês.
A norma atual impõe que plataformas de streaming esperem um tempo determinado para distribuir filmes, dependendo de sua contribuição financeira ao setor audiovisual. A Netflix, que não é signatária do novo acordo de cronologia, enfrenta restrições semelhantes às de outros grupos, como Canal+, que pode exibir filmes após seis meses de lançamento devido a um investimento significativo.
O decreto de 13 de fevereiro formalizou um novo acordo que inclui a Netflix, mesmo sem sua participação direta. Em contraste, a Disney conseguiu uma redução do prazo de 17 para 9 meses após negociações que resultaram em um aumento de sua contribuição para a produção audiovisual na França.
O investimento da Netflix representa cerca de 4% de sua receita no país. A disputa sobre a cronologia da mídia reflete as tensões entre plataformas de streaming e o setor cinematográfico francês, que busca equilibrar a exibição de filmes e o financiamento da produção local.
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