Cientistas russos dissecam Yana, um filhote de mamute fêmea encontrado na Sibéria, que viveu há mais de 130 mil anos. A carcaça, a mais bem preservada já descoberta, foi analisada em março de 2025. O permafrost da região ajudou a manter os tecidos moles e partes do sistema digestivo do animal intactos. Yana tinha 1,2 metro de altura e pesava 180 quilos, apresentando características de um jovem mamute, como presas de leite.
A equipe de pesquisadores examinou o conteúdo digestivo de Yana para identificar plantas e microrganismos que ela consumiu, ajudando a entender o ambiente em que viveu. Eles também buscam microrganismos antigos que podem oferecer informações sobre a evolução das bactérias e os riscos do degelo do permafrost, que pode liberar patógenos desconhecidos. Durante a necropsia, o cheiro foi descrito como uma mistura de terra fermentada e carne macerada. Amostras de pele e órgãos foram coletadas para análises futuras.
Cientistas russos realizaram a dissecção de Yana, um filhote de mamute fêmea encontrado na região de Yakútia, na Rússia, que viveu há mais de 130 mil anos. A carcaça, considerada a mais bem preservada já encontrada, foi descoberta no verão anterior e analisada por uma equipe de paleontólogos, biólogos e genetistas em março de 2025. O permafrost da Sibéria foi crucial para a preservação dos tecidos moles, estômago e parte do intestino do animal.
Yana, com 1,2 metro de altura e 180 quilos, apresenta características visíveis de sua juventude, como presas de leite. Inicialmente, acreditava-se que ela tivesse morrido há 50 mil anos, mas análises do gelo ao redor indicaram uma idade muito maior. A dissecção, realizada no Museu do Mamute da Universidade Federal do Nordeste, em Yakutsk, visa entender o ecossistema da época e o corpo do mamute.
Os pesquisadores examinaram o conteúdo digestivo de Yana para identificar plantas, esporos e bactérias consumidos por ela, ajudando a reconstruir o ambiente em que viveu. Um dos objetivos é encontrar microrganismos antigos que possam fornecer informações sobre a evolução das bactérias e os riscos associados ao degelo do permafrost, que pode liberar patógenos desconhecidos.
Durante a necropsia, o cheiro exalado foi descrito como uma mistura de terra fermentada com carne macerada, resultado da longa permanência da carcaça no subsolo gelado. Amostras de pele, músculos e órgãos foram coletadas para análises futuras, incluindo tentativas de obter amostras da microbiota vaginal, que podem revelar mais sobre os microrganismos que habitavam o corpo do mamute em vida.
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