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Estudo revela que renda básica universal melhora saúde mental e não reduz horas de trabalho na Alemanha

Estudo na Alemanha mostra que renda básica universal melhora saúde mental e satisfação, sem reduzir horas de trabalho. Resultados reforçam debate global.

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Um estudo na Alemanha mostrou que 107 pessoas que receberam 1.200 euros por mês sem precisar trabalhar não diminuíram suas horas de trabalho. Elas também relataram estar mais felizes e com melhor saúde mental. A pesquisa durou três anos e é a mais completa sobre renda básica universal no país. Os que receberam o dinheiro não se afastaram do trabalho em comparação com um grupo de 1.580 pessoas que não receberam nada.

Além disso, os beneficiários passaram, em média, quatro horas a mais por semana em atividades sociais do que os outros. Os pesquisadores acreditam que isso se deve ao dinheiro extra, que permite gastar em lazer. As melhorias na vida dos participantes se mantiveram durante o estudo, mas não houve mudanças nas opiniões políticas ou traços de personalidade. A psicóloga Susann Fiedler disse que as pessoas mudaram suas ações porque tiveram mais opções, não porque mudaram quem eram.

A renda básica universal está sendo discutida em vários países, especialmente com o avanço da inteligência artificial, que pode causar desemprego em massa. Estudos anteriores, como um na Finlândia, também mostraram resultados positivos semelhantes para o bem-estar das pessoas.

Um estudo realizado na Alemanha revelou que 107 pessoas que receberam 1.200 euros mensais sem a obrigação de trabalhar não diminuíram suas horas de trabalho e relataram uma melhora na saúde mental e na satisfação com a vida. A pesquisa, que se estendeu por três anos, de junho de 2021 a maio de 2024, é considerada a mais abrangente sobre renda básica universal (RBU) no país. Os resultados mostraram que os beneficiários não se afastaram do mercado de trabalho em comparação com um grupo de controle de 1.580 pessoas que não receberam os pagamentos.

Os participantes que receberam a RBU dedicaram, em média, quatro horas a mais a atividades sociais por semana em relação aos que não receberam. Os pesquisadores sugerem que essa mudança pode estar ligada ao aumento da renda, que possibilita gastos em lazer e socialização. “As atividades sociais costumam ser acompanhadas de gastos”, destacaram os autores do estudo, que foi publicado pelo Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW).

As melhorias observadas se mantiveram ao longo do período de análise, mas não houve mudanças significativas nas convicções políticas ou traços psicológicos dos participantes. A psicóloga Susann Fiedler, da Universidade de Economia de Viena, afirmou que “os participantes atuaram de forma diferente não porque mudaram sua personalidade, mas sim porque mudaram suas possibilidades.”

A renda básica universal tem ganhado destaque como uma proposta política em vários países, especialmente com o avanço da Inteligência Artificial, que levanta preocupações sobre o desemprego em massa. Estudos anteriores, como o realizado na Finlândia entre 2017 e 2018, também encontraram efeitos positivos semelhantes no bem-estar dos participantes.

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