A Media Luna Roja Palestina anunciou a recuperação de 14 corpos de trabalhadores de emergência no sul de Gaza, que foram mortos em ataques das tropas israelenses. Os serviços de resgate conseguiram acessar a área de Hashashin, em Rafah, após várias restrições militares. Os corpos encontrados incluem oito membros da Media Luna Roja, cinco da […]
A Media Luna Roja Palestina anunciou a recuperação de 14 corpos de trabalhadores de emergência no sul de Gaza, que foram mortos em ataques das tropas israelenses. Os serviços de resgate conseguiram acessar a área de Hashashin, em Rafah, após várias restrições militares. Os corpos encontrados incluem oito membros da Media Luna Roja, cinco da Defesa Civil e um funcionário da ONU, todos com sinais de descomposição. A instituição responsabiliza Israel pelas mortes, acusando-o de violar o direito internacional.
O exército israelense, em resposta, afirmou que os ataques foram direcionados a veículos suspeitos que se aproximavam de suas posições, resultando na morte de nove militantes do Hamas e da Jihad Islâmica. Desde o início da atual contenda em março de 2023, mais de 50.000 pessoas morreram em Gaza, com os últimos dias registrando cerca de 800 mortes. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defende a continuidade dos ataques para pressionar o Hamas a libertar 59 reféns.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Media Luna Roja lamentou as mortes, destacando que este é o incidente mais grave que enfrentam desde 2017. A organização condena os ataques a seus trabalhadores, que estavam claramente identificados, e afirma que tais ações constituem um crime sob o direito internacional humanitário. A situação é ainda mais crítica devido ao bloqueio da ajuda humanitária por Israel, que coincide com o fim do mês sagrado de Ramadã.
Além disso, Netanyahu nomeou um novo chefe de segurança interna, Eli Sharvit, após a demissão do anterior, Ronen Bar, em meio a uma crise de confiança. Bar foi criticado por sua gestão durante os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. A decisão de Netanyahu gerou controvérsia, especialmente com investigações em andamento sobre ligações entre o Qatar e assessores próximos ao primeiro-ministro. O tribunal superior de Israel suspendeu a demissão de Bar, mas permitiu que Netanyahu buscasse novos candidatos.
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