Neste sábado, o ex-presidente José Sarney participou de um evento em Brasília para comemorar os 40 anos da redemocratização no Brasil, após 21 anos de ditadura militar. Durante sua fala, Sarney destacou que a democracia amadureceu e que os brasileiros desenvolveram uma consciência democrática. Ele também afirmou que as Forças Armadas permanecem “fiéis às instituições”, […]
Neste sábado, o ex-presidente José Sarney participou de um evento em Brasília para comemorar os 40 anos da redemocratização no Brasil, após 21 anos de ditadura militar. Durante sua fala, Sarney destacou que a democracia amadureceu e que os brasileiros desenvolveram uma consciência democrática. Ele também afirmou que as Forças Armadas permanecem “fiéis às instituições”, mencionando o episódio de 8 de janeiro de 2023 como um exemplo dessa lealdade.
Sarney recordou os desafios enfrentados durante a transição, revelando que hesitou em assumir a presidência, acreditando que Tancredo Neves estava mais preparado. Ele enfatizou a importância de realizar a transição com o apoio das Forças Armadas, ressaltando que o acordo foi fundamental para a estabilidade do processo. Tancredo, que passou por uma cirurgia em março de 1985, não sobreviveu, deixando Sarney como presidente.
O atual presidente, Lula, também comentou sobre a data, elogiando a habilidade política de Sarney em um contexto de ameaças por parte de apoiadores da ditadura. Lula lembrou que Sarney foi crucial para a elaboração da Constituição Cidadã de 1988, que transformou a história do Brasil. Ele ressaltou que, apesar dos desafios, o país avançou na construção de uma nação democrática e soberana.
Baleia Rossi, presidente do MDB, destacou que Sarney assumiu a presidência em meio a resistência militar, mas com o apoio de Ulysses Guimarães, liderou a redemocratização. Ele mencionou conquistas importantes, como a criação do SUS e do Ibama, além da restauração da eleição direta para presidente. O presidente da Câmara, Hugo Motta, enfatizou a responsabilidade de representar uma geração que valoriza a democracia como um bem inegociável.
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