O primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, anunciou que convocará líderes partidários para reforçar a rejeição ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar o território. Durante uma coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que a anexação “acontecerá” e que a Groenlândia é necessária para a segurança internacional. O secretário-geral da OTAN, Mark […]
O primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, anunciou que convocará líderes partidários para reforçar a rejeição ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar o território. Durante uma coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que a anexação “acontecerá” e que a Groenlândia é necessária para a segurança internacional. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, não se posicionou diretamente sobre a declaração, mas destacou a importância de garantir a segurança na região do Ártico.
Em resposta, Egede expressou sua indignação em uma postagem no Facebook, afirmando que “suficiente é suficiente”. O líder do partido Demokraatit, Jens-Frederik Nielsen, também criticou as declarações de Trump, considerando-as inapropriadas e reafirmando a necessidade de união entre os partidos em defesa da soberania groenlandesa. A recente eleição na Groenlândia foi marcada por discussões sobre a anexação e o desejo crescente de independência em relação à Dinamarca.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, rejeitou as ameaças de Trump, afirmando que a Groenlândia não está disponível para anexação, conforme estipulado por tratados internacionais. Trump já havia manifestado interesse em adquirir a ilha em 2019 e reiterou essa intenção após sua reeleição em novembro de 2024. Recentemente, uma pesquisa indicou que 85% dos groenlandeses se opõem à proposta de anexação.
A Groenlândia, com uma população de aproximadamente 57 mil habitantes, possui vastos recursos minerais e geopolíticos, especialmente com as mudanças climáticas que afetam a região. O derretimento do gelo pode abrir novas áreas para exploração de petróleo e gás, além de minerais críticos. Apesar de sua riqueza em recursos, a Groenlândia ainda depende fortemente dos subsídios dinamarqueses, com a pesca sendo sua principal atividade econômica.
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