Soria e outras províncias periféricas da Espanha enfrentam uma grave crise demográfica, exacerbada pela instalação de macrogranjas e plantas de biogás. Esses projetos, impulsionados pela Junta de Castilla e León, visam a criação em larga escala de suínos, como no caso de Cidones, que prevê a criação de 4.368 porcos em uma área com apenas […]
Soria e outras províncias periféricas da Espanha enfrentam uma grave crise demográfica, exacerbada pela instalação de macrogranjas e plantas de biogás. Esses projetos, impulsionados pela Junta de Castilla e León, visam a criação em larga escala de suínos, como no caso de Cidones, que prevê a criação de 4.368 porcos em uma área com apenas 300 habitantes. A população local e grupos ambientalistas alertam sobre os riscos para o meio ambiente e a economia, destacando que a água do embalse de La Cuerda del Pozo, vital para a região, está ameaçada.
Atualmente, Castilla e León possui 81 granjas em trâmite, com capacidade para quase 350.000 suínos, além de 101 plantas de biogás planejadas. O porta-voz da Junta, Carlos Fernández Carriedo, defende que a legalidade dos projetos é garantida, afirmando que apenas aqueles que cumprem a legislação recebem autorização. No entanto, a Confederação Hidrográfica do Duero (CHD) expressou preocupações sobre o risco de contaminação das águas subterrâneas e do próprio embalse, que é uma área de turismo e lazer.
A ativista Teresa Ontañón criticou a falta de escuta das autoridades, ressaltando que a área em questão é predominantemente florestal e não agrícola. Apesar das objeções, a Junta continua avançando com os projetos. A plataforma local Soria ¡YA! e os municípios de Soria e Cidones também se opõem à macrogranja, citando o impacto ambiental e os riscos de contaminação da água. A preocupação se estende ao setor turístico, que depende da preservação da área, com cerca de 300 empregos em risco devido à possível diminuição do turismo.
A Associação Soriana de Hosteleria y Turismo destacou que a instalação da macrogranja poderia prejudicar a popularidade da região, afetando diretamente as casas rurais próximas. O Serviço Territorial de Meio Ambiente de Soria já havia manifestado, em 2018, a inadmissibilidade do projeto por incompatibilidade urbanística, reforçando a resistência local contra a expansão das macrogranjas na região.
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