Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) realizaram vistorias na região central do Plano Piloto, nesta segunda-feira (27), para identificar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue e chikungunya. As inspeções ocorreram na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu Nacional da República, e em áreas do Setor Bancário Sul e do Conic. […]
Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) realizaram vistorias na região central do Plano Piloto, nesta segunda-feira (27), para identificar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue e chikungunya. As inspeções ocorreram na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu Nacional da República, e em áreas do Setor Bancário Sul e do Conic. O Avas Hugo Ayala destacou que essas ações são frequentes, especialmente durante a temporada de chuvas, e que um cronograma é elaborado para abranger o maior número de locais possível no Distrito Federal.
Os espelhos d’água entre o Museu Nacional e a Biblioteca Nacional receberam aplicação do larvicida biológico Bacillus thuringienses israelensis (Bti), que tem ação residual de 15 semanas. A Avas Amanda Alves informou que os agentes retornam a cada 15 dias para monitorar a eficácia do tratamento. Ela também mencionou uma redução expressiva no número de casos, atribuída ao trabalho dos Avas e à conscientização da população, evitando cenários críticos como os do ano anterior.
Essas medidas fazem parte dos esforços da Secretaria de Saúde (SES-DF) para prevenir uma nova epidemia de dengue. Dados recentes indicam uma redução de 95,4% nos casos em comparação ao mesmo período do ano passado. A SES-DF registrou 1.421 casos prováveis entre 29 de dezembro e 18 de janeiro, enquanto no mesmo período de 2024 foram apenas 29.510. A maioria dos casos prováveis, 94,9%, corresponde a moradores do DF.
O infectologista André Bon ressaltou que a imunização em massa da população dificulta a circulação do vírus, embora haja risco de aumento de casos devido ao subtipo 3 da dengue, considerado mais virulento. Ele enfatizou a importância de medidas preventivas, como evitar água parada e usar repelentes adequados. O infectologista Julival Ribeiro também destacou a necessidade de conscientização e controle de criadouros, especialmente com a chegada das chuvas, que favorecem a reprodução do mosquito.
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