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M23 avança em Goma e provoca deslocamento de 250 mil pessoas na RDC

- O grupo armado M23, apoiado pelo exército ruandês, avança em Goma, RDC. - Mais de 250.000 pessoas foram deslocadas em uma semana devido ao conflito. - O general congolês Peter Chirimwami foi morto durante uma contraofensiva. - O presidente congolês convocou reuniões de emergência para tratar da crise. - A ONU alerta para o risco de regionalização do conflito na África Central.

O grupo armado M23, com apoio do exército ruandês, intensificou uma ofensiva contra as Forças Armadas da República Democrática do Congo (RDC), alcançando as proximidades de Goma, capital da província de Kivu do Norte. A escalada da violência resultou em mais de 250 mil deslocados em uma semana, totalizando 400 mil pessoas deslocadas em janeiro, […]

O grupo armado M23, com apoio do exército ruandês, intensificou uma ofensiva contra as Forças Armadas da República Democrática do Congo (RDC), alcançando as proximidades de Goma, capital da província de Kivu do Norte. A escalada da violência resultou em mais de 250 mil deslocados em uma semana, totalizando 400 mil pessoas deslocadas em janeiro, conforme dados da ONU. O presidente congolês, Félix Tshisekedi, retornou rapidamente de uma cúpula em Davos para convocar uma reunião de emergência do conselho de defesa.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre o risco de uma regionalização do conflito, afirmando que a ofensiva tem causado efeitos devastadores à população civil. O M23 declarou que seu objetivo é tomar Goma, com o porta-voz Lawrence Kanyuka afirmando que estão em busca de “libertar” a população local. A ofensiva, que se intensificou desde o dia 18, já resultou na ocupação de cidades estratégicas como Sake e Minova.

A situação em Goma é crítica, com hospitais superlotados e escolas fechadas devido à chegada de milhares de deslocados. O M23, que conta com cerca de 5 mil soldados ruandeses, enfrenta as Forças Armadas congolezas, que recebem apoio de tropas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e da Monusco. Um ataque recente com um projétil de morteiro atingiu uma posição da Monusco, evidenciando a gravidade do conflito.

Enquanto isso, o presidente ruandês Paul Kagame se reuniu em Ankara com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que se ofereceu para mediar o conflito. A ministra da Defesa da África do Sul, Angie Motshekga, também está na região, com 2.900 soldados sul-africanos apoiando as operações contra os rebeldes. A tensão permanece alta, especialmente após a suspensão de um encontro entre Tshisekedi e Kagame, que ocorreu devido a acusações de falta de disposição para negociar com o M23.

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