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Animais resgatados de circo há 17 anos encantam visitantes no Zoo de Brasília

- Em 2008, o circo Le Cirque foi denunciado por maus-tratos a animais, resultando em apreensões. - Animais como o elefante Chocolate e a hipopótamo Iuly apresentam sequelas emocionais e físicas. - Chocolate sofre de estereotipia e problemas nas patas devido a torturas no circo. - Iuly, confinada em um contêiner, apresenta desenvolvimento afetado, mas vive bem hoje. - O rinoceronte Thor é o menos traumatizado, mostrando comportamento sociável e inteligente.

Os animais da megafauna, como elefantes, hipopótamos e rinocerontes, atraem a atenção dos visitantes do Jardim Zoológico de Brasília. No entanto, muitos não conhecem o passado traumático desses seres, que viveram em circos e sofreram maus-tratos. O caso mais notório ocorreu em 2008, quando o circo Le Cirque foi denunciado pela ONG ProAnima, resultando na […]

Os animais da megafauna, como elefantes, hipopótamos e rinocerontes, atraem a atenção dos visitantes do Jardim Zoológico de Brasília. No entanto, muitos não conhecem o passado traumático desses seres, que viveram em circos e sofreram maus-tratos. O caso mais notório ocorreu em 2008, quando o circo Le Cirque foi denunciado pela ONG ProAnima, resultando na apreensão de diversos animais pelo Ibama. Entre eles estavam a elefanta Belinha, o hipopótamo Iuly e o rinoceronte Thor, que foram resgatados e hoje encantam o público com suas histórias.

Chocolate, o elefante, carrega marcas físicas e emocionais de seu passado. Ele apresenta abcessos na pele e comportamentos repetitivos, conhecidos como estereotipia, que são consequências do estresse vivido no circo. A veterinária Hellen Cristina relatou que ele era forçado a “dançar” em uma chapa quente, o que resultou em lesões. A memória dos traumas é forte, e a falta de marfim, retirada provavelmente para evitar que se defendesse, é um indicativo dos abusos sofridos.

Iuly, a hipopótamo, também apresenta cicatrizes do passado. Mantida em um espaço pequeno e insalubre, sua saúde e desenvolvimento foram comprometidos. Apesar de hoje viver de forma saudável, ela é menos sociável que suas companheiras, o que a levou a viver separada. A veterinária destacou que, embora Iuly seja tímida, ela é inteligente e atende aos chamados dos tratadores, mostrando que se adaptou ao novo ambiente.

Thor, o rinoceronte-branco, é o menos afetado emocionalmente do grupo. Ele é sociável e participa de atividades de condicionamento operante, onde recebe recompensas por seguir comandos. Apesar de ter uma conjuntivite crônica, sua inteligência é notável, permitindo que colabore em exames de saúde. O trio, que chegou ao zoológico em condições precárias, agora vive em liberdade, recebendo cuidados adequados e interagindo com os tratadores, demonstrando a capacidade de adaptação e aprendizado após experiências traumáticas.

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