- A Zippi reinventou o Pix como infraestrutura de crédito para microempreendedores formais informais, usando machine learning e Open Finance para conceder, ajustar e recobrar crédito no ritmo do negócio.
- O foco são pequenos negócios no Brasil que não tinham histórico bancário; o crédito passa a acompanhar o fluxo real de caixa e a sazonalidade do comércio.
- Em 2025, a empresa mais que dobrou de tamanho, com receita e volume transacionado crescendo acima de 100%.
- Em fevereiro de 2026, a Zippi captou 220 milhões de reais para seu Fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC), com Itaú Asset, Bradesco BBI, Valora Investimentos e Credit Saison (primeiro investidor internacional, sediado no Japão); previsão de mover 10 bilhões de reais em transações no ano.
- Painel da Endeavor reconheceu a aposta como modelo de negócio tecnificado, lucrativo, com potencial de impacto sistêmico, mirando expansão no Brasil e conexão com investidores internacionais.
Foi lançado pelo Banco Central para pagamentos instantâios, mas a fintech Zippi viu no Pix uma infraestrutura de penetração nacional, com custo baixo e dados comportamentais embutidos. A empresa passou a oferecer crédito com base no fluxo real do varejo, não no contracheque tradicional. O objetivo é atender microempreendedores de bares, barracas e salões ainda invisíveis ao sistema financeiro.
A trajetória envolve três fundadores reunidos para transformar o crédito no ritmo do negócio. André Bernardes, com passagem por Merrill Lynch e experiência em fintechs, lidera a visão de mercado. Ludmila Pontremolez, engenheira formada no ITA, supervisiona a tecnologia. Bruno Lucas, economista da Cornell com atuação no MIT, cuida da estrutura de risco.
A solução envolve combinar Pix, machine learning e Open Finance para avaliar a capacidade de pagamento de quem não tem histórico bancário. Em 2025 a Zippi cresceu mais de 100% em receita e volume. Em fevereiro de 2026 captou 220 milhões de reais para um FIDC com Itaú Asset, Bradesco BBI, Valora Investimentos e Credit Saison, primeira investidora internacional, sediada no Japão. A meta é movimentar 10 bilhões de reais em transações no ano.
O reconhecimento chegou pela rede Endeavor, que avaliou o modelo de negócio, liderança e impacto sistêmico. O painel confirmou uma combinação de rigor técnico com ambição de escala, mostrando que é possível conciliar tecnologia de ponta e lucratividade a partir do Brasil para um público frequentemente descartado pelo mercado.
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