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Argentina avança no mercado de fungos na América Latina, avaliado em US$ 4,7 bi

Mercado latino-americano de fungos soma US$ 4,7 bilhões; Argentina avança com startups, produção gourmet e biossíntese de psilocibina

Demanda por fungos ocorre de forma crescente
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  • O mercado latino-americano de fungos já vale US$ 4,7 bilhões, com previsão de chegar a US$ 7,12 bilhões em 2035; o mercado global cresce 5,6% ao ano e pode atingir US$ 123,7 bilhões em 2034.
  • Na Argentina, startups como The Mushroom produzem hoje mil quilos por mês e miram entre dois mil e dois mil e quinhentos quilos mensais em 2027, com venda significativa para restaurantes.
  • A Mosh, de Denise Pañella, atua com micélio em cosméticos, bebidas e design, já recebeu mais de US$ 450 mil em investimentos e prepara uma planta de 500 metros quadrados em Buenos Aires.
  • Fungalia foca em fungos adaptógenos com linha de bebidas funcionais vendidas online, faturando US$ 1 milhão em menos de doze meses.
  • Eywa Biotech, cofundada por Victoria Costa Paz, desenvolve biossíntese de psilocibina para tratamentos psiquiátricos, já captando US$ 4,85 milhões e projetando faturar até US$ 40 milhões em cinco anos, com expansão para Austrália.

A Argentina avança no mercado latino-americano de fungos, estimado em US$ 4,7 bilhões e com projeção de chegar a US$ 7,12 bilhões em 2035. No mundo, o setor cresce 5,6% ao ano, chegando a US$ 123,7 bilhões em 2034.

Na região, o crescimento é impulsionado pela demanda por proteínas vegetais, materiais sustentáveis e compostos bioativos. O ecossistema argentino se ancora em startups, ciência pública e investimentos de até US$ 4,85 milhões.

Entre os protagonistas, a The Mushroom iniciou em Vicente López com 200 kg/mês e expandiu para 1.000 kg/mês, buscando 2.000 a 2.500 kg/mês em 2027, com foco em restaurantes de alta gastronomia.

A empresa apostou em curiosidade de chefs e redes sociais para validar o interesse por variedades gourmet como juba-de-leão, chestnut e enoki dourado. Consultorias com a Southwest Fungi apoiaram a expansão.

Outra aposta é a Mosh, de Denise Pañella, que trabalha com micélio para design e cosméticos. A marca já atua com fábrica própria, certificação ANMAT e está em expansão para uma planta de 500 m² em Buenos Aires.

A varejo de fungos adaptógenos ganhou impulso com o modelo de negócios da Fungalia, fundada por Santino Martinez e Claudio Aponte, que faturou US$ 1 milhão em menos de um ano com bebidas funcionais à base de fungos.

A Eywa Biotech, liderada por Victoria Costa Paz, foca em biossíntese de psilocibina por meio de fungos e microrganismos, com foco em tratamentos psiquiátricos. A empresa levantou US$ 4,85 milhões e mira lançar produtos farmacêuticos com qualidade clínica.

A Eywa já atua com parcerias internacionais, planeja escalabilidade para biossíntese em bioreatores maiores e prevê faturamento de US$ 40 milhões em cinco anos, ampliando atuação para farmácias.

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