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Juiz dos EUA resiste a acordo de US$ 7,25 bi do Roundup, afirma Bayer

Juiz federal na Califórnia levanta sérias preocupações sobre o acordo de US$ 7,25 bilhões da Bayer para encerrar litígios do Roundup, com audiência final marcada para julho

Bayer afirma que o herbicida Roundup é seguro e não causa câncer; empresa enfrenta processos desde a aquisição da Monsanto em 2018
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  • O juiz federal Vince Chhabria, em São Francisco, expressou “sérias preocupações” sobre o mecanismo de ação coletiva previsto no acordo de US$ 7,25 bilhões da Bayer para encerrar litígios do Roundup.
  • A Bayer quer que o acordo permaneça sob análise em tribunal estadual do Missouri, enquanto opositores tentam transferir o caso para São Francisco; audiência final está marcada para nove de julho em St. Louis.
  • A defesa da Bayer contesta a remoção do caso para São Francisco, e a Suprema Corte dos Estados Unidos avalia, em risco, interromper milhares de ações sob a alegação de falha de aviso; decisão é esperada até julho.
  • Desde 2015, treze casos foram a julgamento, com onze vitórias dos demandantes; a Bayer já desembolsou mais de US$ onze bilhões em acordos relacionados ao Roundup e enfrenta mais de sessenta e cinco mil ações em andamento.
  • A Bayer mantém que o glifosato é seguro e não causa câncer; opositores criticam os termos do acordo, apontando cláusulas de exclusão questionáveis e condução sigilosa do processo.

O juiz federal da Califórnia Vince Chhabria expressou sérias preocupações sobre o acordo de 7,25 bilhões de dólares da Bayer para encerrar ações relacionadas ao herbicida Roundup. A empresa defende que o acordo seja analisado e mantido no Missouri, em tribunal estadual.

Críticos ao acordo tentam impedir a aprovação em âmbito federal. O magistrado já rejeitou, anteriormente, a tentativa de resolver grande parte das ações por meio de uma ação coletiva. A objeção atual envolve mecanismos para reivindicações futuras ainda não desenvolvidas.

Os defensores da transferência do caso defendem que o Missouri é o foro adequado, enquanto Bayer e autores que apoiam o acordo resistem à mudança para São Francisco. A audiência final está marcada para 9 de julho, em St. Louis.

A Bayer aguarda ainda uma decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a suspensão de milhares de ações no Roundup, alegando que as reivindicações por falha de aviso seriam barreiras pela lei federal. A decisão pode sair até julho.

O grupo de autores, liderado pelo advogado Chris Seeger, afirma que o processo deve permanecer no Missouri. Ashley Keller, representante dos reclamantes, afirma que o acordo deve ser rejeitado pelo tribunal federal, segundo nota enviada por e-mail.

A Bayer sustenta que o glifosato é seguro e improvável de causar câncer, conforme avaliações da EPA. Em 2023, a empresa retirou a versão residencial do herbicida nos EUA, mantendo a comercialização para uso profissional.

Desde a aquisição da Monsanto em 2018, a Bayer enfrenta mais de 65 mil ações ligadas ao Roundup. Em 2025, o tribunal registrava 28 casos julgados, com 11 vitórias para os demandantes. A empresa já desembolsou mais de 11 bilhões de dólares em acordos.

Investidores acompanham a exposição ao Roundup, que impactou ações da Bayer, com queda acumulada de cerca de 60% desde a compra da Monsanto. O CEO Bill Anderson já indicou analisar a continuidade da produção de glifosato.

O processo envolve controvérsias sobre a criação de uma ação coletiva sob lei estadual, apontadas como falhas por opositores. Eles aguardam a análise de Chhabria sobre admissibilidade e termos do acordo, antes da audiência final.

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