- A TG Jones, que administra 180 agências dos correios, pode fechar até sessenta lojas de sua rede após reestruturação da Modella, proprietária dos 234 anos da antiga WH Smith.
- A Modella propõe alterar contratos com o Post Office para permitir o fechamento de unidades com apenas cinquenta e seis dias de aviso, em menos de um terço do prazo atual de seis meses.
- Oito estabelecimentos devem fechar, sendo sete deles com balcões dos Correios, o que pode tirar serviços de selos e atendimento financeiro da região.
- A CWU (sindicato dos trabalhadores dos correios) critica a medida, alertando que comunidades podem virar “desertos postais” se mais lojas fecharem.
- A parceria entre Post Office e TG Jones afirma que continuará buscando locais próximos para manter os serviços, enquanto a Modella afirma que o plano de reestruturação visa proteger a maioria da rede e sustentar o negócio.
O proprietário da antiga rede de lojas WH Smith busca alterar contratos com o Post Office para facilitar o fechamento de balcões dentro das lojas TG Jones. A medida pode afetar até 60 dos 180 postos sob operações da empresa, segundo conhecimento de fontes próximas ao tema.
A Modella, private equity que comprou as lojas WH Smith e as rebatizou como TG Jones no ano passado, planeja reduzir aluguéis de dezenas de unidades. A expectativa é que os donos de imóveis recuem com maior frequência, abrindo espaço para encerramento de lojas.
A proposta também prevê alterar termos de locação para permitir o fechamento de postos com apenas 56 dias de aviso, menos de um terço do prazo atual de seis meses, caso o plano seja aprovado pelos credores na próxima reunião.
Fechamentos confirmados e impactos
Ao menos oito lojas devem fechar, sete delas com postos do Post Office. Locais incluindo East Ham e Waltham Cross (Londres), Torquay (Devon), Hull, Ayr, Middleton (Grande Manchester) e Solihull (West Midlands estão entre as blackouts previstas).
A saída de um posto com atendimento ao público implicaria em migrar serviços de selos e banco para outra unidade ou encerrar a prestação na região. A CWU, principal sindicato dos trabalhadores dos Correios, criticou a medida.
Para a CWU, comunidades ficariam desprotegidas com o fechamento de postos que funcionam como serviços públicos locais. O integrante Mole Meade destacou que terceirizar serviços essenciais tende a favorecer acionistas em detrimento da população.
Contornos da restructura e posição das partes
Documentos enviados a credores indicam que outras garantias de indenização podem ser eliminadas para lojas atingidas pela reestruturação, com pagamento aos postos equivalente a 170% do lucro estimado com o fechamento, mínimo de £500 por unidade.
O acordo de três anos, válido até junho de 2029, prevê redução de prazo de aviso e mudanças de compensação durante esse período, retornando aos termos normais depois. A Modella disse que a sobrevivência da rede é prioridade em meio a custos crescentes.
A Modella afirma que a restauração da identidade da marca e a expansão para 500 lojas pretendem consolidar a TG Jones como polo do comércio de rua, unindo serviços postais, bancos e produtos educativos. A empresa ressaltou apoio de stakeholders, incluindo o Post Office.
O Post Office confirmou condições desafiadoras do mercado e confirmou que algumas unidades dentro de lojas TG Jones devem fechar nos meses seguintes. A organização garante buscar locais próximos para manter os serviços aos clientes.
A empresa pública do governo europeu reiterou que continuará colaborando com TG Jones para entender impactos da reestruturação nas demais unidades que atendem pelo Post Office, mantendo o funcionamento das que não serão afetadas.
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