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Porto registra lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no 1º trimestre de 2026

Porto registra lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no 1T de 2026, alta de 36,3%, com receita de R$ 11 bilhões e foco na diversificação

Paulo Kakinoff, CEO do Grupo Porto
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  • Porto registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 36,3% ante o mesmo período de 2025.
  • A receita total ficou em R$ 11 bilhões, com despesas operacionais de R$ 707,7 milhões, refletindo crescimento de 10% e 5,1%, respectivamente.
  • O ROAE atingiu 29%; o lucro líquido recorrente foi de R$ 958 milhões, 15% acima do 1º tri de 2025; prêmios retidos cresceram 8%, sinistros líquidos 4,9% e perdas de crédito 44,3%.
  • A Porto manteve o guidance para 2026, com a vertical de Seguros registrando alta de 49% no resultado e ROAE de 34%.
  • Entre as unidades, Porto Bank teve receita de R$ 1,9 bilhão (alta de 24%), saúde atingiu R$ 2,3 bilhões de receita e lucro de R$ 216 milhões, e seguros somou R$ 5,7 bilhões em receitas/prêmios, com lucro de R$ 467 milhões.

A Porto registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, compartilhado no balanço divulgado na quarta-feira (6). O resultado representa alta de 36,3% frente ao mesmo periodo de 2025. A empresa destacou a diversificação de negócios como orientação da estratégia.

A receita total somou R$ 11 bilhões, com expansão de 10% na comparação anual. Despesas operacionais chegaram a R$ 707,7 milhões, avançando 5,1% no mesmo intervalo. O desempenho é apresentado como reflexo de foco em atuação diversificada do grupo.

O ROAE atingiu 29% no trimestre, frente a 23,9% no 1T25 e 22,5% no 4T25. O lucro líquido recorrente foi de R$ 958 milhões, refletindo alta de 15% ante o 1T25. Prêmios retidos avançaram 8%, enquanto sinistros líquidos cresceram 4,9% e perdas de crédito subiram 44,3%.

A Porto manteve o guidance de resultado financeiro para 2026, segundo informou o documento aos investidores. O desempenho financeiro do grupo ocorreu em meio a variações de mercado e ao incremento de operações em diferentes verticals.

Impulsionando resultados

A vertical de Seguros registrou crescimento de 49% no resultado, com ROAE de 34%. Ainda assim, Saú­de, Banco e Serviços responderam por 51% do resultado consolidado, mantendo a base de contribuição do grupo.

O resultado financeiro somou R$ 307 milhões no trimestre. A carteira de aplicações da tesouraria gerou receita de R$ 408 milhões, equivalente a 73% do CDI. A empresa apontou influência de alocação em ações e de títulos prefixados marcados a mercado no desempenho.

A eficiência operacional ficou em 11%, com leve melhora de 0,1 ponto percentual frente ao trimestre anterior. A administração destacou melhoria na relação entre despesas administrativas e receita.

Porto Bank

Entre as unidades, o Porto Bank teve destaque. A receita da vertical subiu 24% na comparação anual, para R$ 1,9 bilhão, com impulso de operações de consórcio. O lucro líquido atingiu R$ 212 milhões, alta de 10%.

A gestão aponta que o desempenho ocorreu mesmo em cenário de margem financeira mais pressionada, com melhoria do índice de eficiência operacional. O portfólio de crédito e produtos digitais contribuíram para o resultado.

Saúde

Na área de saúde, a Porto registrou receita de R$ 2,3 bilhões, avanço de 15% ante o 1T25. O crescimento foi sustentado pela ampliação da base de clientes, com 858 mil beneficiários em saúde e 1,2 milhão em planos odontológicos.

A sinistralidade recuou para 68,9%, devido a ações de verticalização, parcerias médicas e lançamento de novos produtos. O lucro da vertical somou R$ 216 milhões, elevação de 20%.

Seguros

A operação de seguros manteve o maior peso dentro do grupo, com receitas e prêmios de R$ 5,7 bilhões no trimestre, crescimento de 6%. A melhora da sinistralidade e a redução de despesas ajudaram a reduzir o índice combinado ampliado para 85%.

O lucro líquido do setor avançou 49%, para R$ 467 milhões. Este desempenho contribuiu de forma relevante para o resultado consolidado da Porto no período.

Serviços

Na vertical de serviços, a receita ficou estável em R$ 674 milhões. O destaque ficou com as soluções digitais, cujo faturamento avançou 70% no trimestre, sinalizando foco em inovação e oferta tecnológica.

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