- Coinbase subiu 12% após a anúncio de acordo bipartidário sobre a Clarity Act de yield de stablecoins.
- O acordo resolve a principal questão do arcabouço Lummis-Gillibrand: entidades licenciadas podem oferecer yield de stablecoins sem enquadramento em valores mobiliários.
- O entendimento cria caminho compatível para instituições com charte federal ou estadual repassarem yield a detentores de stablecoins totalmente resservados, com transparência e divulgação de reservas.
- Stablecoins algorítmicas ficam com restrições mais rígidas; stablecoins de pagamento totalmente reservados, como o USDC da Circle, são os principais beneficiados.
- Ainda é necessárioMarkup no Senado e câmara, além de reconciliação entre as casas; o acordo é visto como impulso regulatório para o setor.
Coinbase registrou alta de 12% após anúncio de um acordo bipartidário sobre a Clarity Act de rendimento com stablecoins. A proposta define um caminho de conformidade para instituições, públicas ou privadas, passarem rendimentos a detentores de stablecoins com reserva total, desde que haja transparência e divulgação de reservas.
A senadora Cynthia Lummis revelou o acordo, que resolve a principal controvérsia do arcabouço Lummis-Gillibrand: entidades licenciadas podem oferecer rendimento sem classificar stablecoins como valores mobiliários. O entendimento favorece stablecoins de pagamento com reserva total.
O acordo dá benefício direto a stablecoins com reserva total, incluindo USDC da Circle, ao restringir ganhos a emissores que cumpram regras rigorosas. A matemática regulatória que freou o Coinbase Lend em 2021 é desfechada pelo novo texto.
O calendário legislativo acompanha o desdobramento: o projeto Clarity for Payment Stablecoins foi apresentado em 2025, com avanço da Câmara em outubro, e a decisão bipartidária chega em meio a esse processo. A análise segue para comissões e votações.
Jeremy Allaire, CEO da Circle, afirmou que a mudança desbloqueia trilhões em eficiência on-chain. O consenso institucional aponta para o rendimento estável como mecanismo de receita, com bolsas ganhando escala para produtos regulados.
O cenário envolve riscos legislativos, já que o acordo precisa de markup da comissão, votação e reconciliação entre Câmara e Senado. Mesmo assim, há otimismo entre investidores diante de uma possível assinatura presidencial.
O Senado deve iniciar a markup na Comissão Bancária ainda neste mês. Uma versão limpa, que mantenha o caminho de rendimento para stablecoins totalmente reservadas, é o principal fator para a credibilidade regulatória no curto prazo.
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