- A terceira edição da Fruit Attraction São Paulo terminou em 26 de março, em São Paulo, com público em crescimento, expansão de área e projeção de até R$ 1,5 bilhão em negócios.
- Em três dias, o evento reuniu mais de 16,3 mil visitantes e 400 marcas de mais de 60 países.
- Em 2025, ocupou 15 mil metros quadrados, aumento de 66% em relação ao ano anterior, e gerou mais de 1,5 mil reuniões de negócios.
- A feira foi estruturada para conectar produtor local, exportador, importador e comprador estrangeiro, com atuação internacional desde o nascimento do evento no Brasil.
- O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, exportando cerca de 3% do volume; projeções indicam que a América do Sul liderará as exportações de frutas tropicais até 2034, com o mercado global estimado em US$ 15,7 bilhões.
A terceira edição da Fruit Attraction São Paulo terminou nesta quinta-feira, 26, em São Paulo, com público em crescimento, expansão da área expositiva e projeção de até R$ 1,5 bilhão em negócios. Ao longo de três dias, o evento reuniu mais de 16,3 mil visitantes e 400 marcas de mais de 60 países.
O organizador afirma que o resultado evidencia a consolidação de uma agenda dedicada à fruticultura no país. O CEO da Fiera Milano Brasil destaca que a feira coloca a fruta como protagonista, elevando a qualidade das conexões entre produtores, exportadores e compradores.
Com ritmo de crescimento anual entre 25% e 30% desde a primeira edição, a edição de 2025 ocupou 15 mil metros quadrados, um aumento de 66% em relação ao ano anterior, e concentrou mais de 1,5 mil reuniões de negócios.
Estrutura e estratégia
A presença de Fruit Attraction Madrid como referência define o posicionamento brasileiro. Diferente de feiras locais, a edição brasileira conecta compradores globais desde o início, reunindo produtores, exportadores, importadores e compradores internacionais no mesmo espaço.
Essa configuração funciona como um contraponto ao calendário europeu: Madrid concentra o hemisfério Norte em outubro, enquanto São Paulo organiza o fluxo do Sul no primeiro semestre, antecipando negociações e abrindo portas para mercados internacionais.
Dinâmica de negócios e qualificação
O volume financeiro provavel varia entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão, englobando contratos fechados e negociações iniciadas nas rodadas da feira. As rodadas partem do mapeamento de demanda internacional para conectarem compradores a produtores.
A continuidade de negócios ocorre nos meses seguintes, com expectativa de confirmação dos números devido ao volume de contatos e reuniões já realizados. Programas com Abrafrutas, ApexBrasil, Sebrae e CNA levaram produtores para a feira e estruturaram a exportação.
Participação e profissionalização
Estados participaram com áreas coletivas, permitindo a participação de pequenos produtores sem deslocamento ao exterior. Produtores levados à feira passam por certificações, padronização de manejo e adequação sanitária, segundo o organizador.
A edição sinaliza maior profissionalização, com aumento de tecnologia, rastreabilidade e certificações, inclusive entre pequenos produtores. A tendência é que o produtor esteja mais preparado para atender mercados internacionais.
Panorama do mercado e perspectivas
O Brasil figura como o terceiro maior produtor mundial de frutas, exportando cerca de 3% do volume. Especialistas indicam que crescimento externo dependerá mais de diferenciação que de volume, com itens processados, certificações e posicionamento de mercado.
A projeção aponta que a América do Sul deve liderar as exportações de frutas tropicais até 2034, com crescimento anual superior ao da América Central. A criação de novas frentes de acesso ao mercado também acontece com o acordo entre Mercosul e União Europeia.
Continuidade e parceria internacional
Ao fim da edição, foi confirmada a continuidade da parceria entre IFEMA Madrid e Fiera Milano Brasil até 2033, assegurando a realização do evento no Brasil nos próximos anos. O presidente da organização afirma que a Fruit Attraction São Paulo se solidifica como ponto de encontro da fruticultura no hemisfério sul.
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