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Projeto habitacional comunitário de Birmingham à beira do colapso por custos

Conflito com a GreenSquareAccord coloca em risco a habitação comunitária de Stirchley, deixando moradores sem casa e empresas à beira da insolvência

Prospective residents outside the Stirchley Cooperative Development, intended as ‘a national model for democratically managed housing’. Photograph: Martin Godwin/The Guardian
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  • Um empreendimento habitacional comunitário em Stirchley, Birmingham, corre risco sério de colapso por disputa de custos de construção.
  • A Stirchley Cooperative Development, criada em dois mil e dezesseis, deveria ter 39 moradias acessíveis e sem aluguel, geridas pela comunidade até dois mil e vinte e quatro.
  • A GreenSquareAccord deixou de repassar a propriedade da obra à comunidade em março, devido a um déficit de £1,16 milhão.
  • O atraso e o aumento de custos geraram desabrigamento de seis pessoas e colocaram negócios locais em risco de insolvência; uma padaria cooperativa também foi afetada.
  • Autoridades locais defendem a continuidade do projeto pela comunidade, enquanto a GSA diz que não pode cobrir o déficit para não comprometer serviços, buscando fechar o custo com a venda do empreendimento.

O projeto Stirchley Cooperative Development (SCD), iniciado por moradores e empresas de Birmingham em 2016, está sob grave risco de colapso por uma disputa sobre custos de construção. A ideia era entregar 39 casas acessíveis e sem aluguer próprios, geridas pela comunidade, até 2024.

A propriedade do terreno é da GreenSquareAccord (GSA). Em 2024, a GSA assumiu a construção após a falência do contratado anterior, gerando atrasos e aumento de custos. O objetivo inicial era vender o terreno aos residentes ao término, mas a GSA anunciou, em março, que não repassaria a propriedade devido a um déficit de 1,16 milhão de libras.

John Holmes, morador de 80 anos e ex-professor, está entre os interessados afetados. Com o projeto paralisado, ele passou a ficar sem moradia temporária, dependendo de amigos e familiares. A exemplo dele, outros futuros moradores aguardam definição sobre o andamento da obra.

Impactos e relatos

Seis pessoas permanecem sem moradia e empresas locais enfrentam riscos de insolvência devido às contendas com a GSA. Um empresário do setor de bicicletas, que prevê ocupar um espaço comercial no piso térreo, aponta falhas de gestão por parte da GSA como causa principal dos atrasos e dos custos adicionais.

Locais ligados ao SCD avaliam que as obras extrapolaram o orçamento por custos de juros, inflação e dificuldades durante a construção, segundo a GSA. A organização afirma buscar uma solução que preserve a participação da comunidade.

Reações oficiais

Líderes locais apoiam a reivindicação da comunidade. O prefeito da West Midlands e o deputado local enviaram cartas à GSA pedindo ação urgente e o cumprimento das obrigações. A GSA sustenta que absorver o déficit comprometeria investimento em moradias e serviços para seus clientes, e que não busca lucro com a venda do empreendimento.

Caminhos possíveis

Com a incerteza, moradores estudam emissores de financiamento não equity para cobrir a lacuna financeira. A ideia é manter a posse do projeto e devolver a gestão à comunidade, caso haja acordo viável entre as partes.

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