- O Exército lançou uma Política de Transformação focada em tecnologias acessíveis, como drones e sensores, para adaptar a Força Terrestre à guerra atual.
- A mudança substitui investimentos pesados em armas caras, como grandes tanques, por uso intensivo de drones de ataque, defesas antiaéreas e sistemas de sensores integrados.
- Drones são classificados em quatro categorias, desde pequenos para vigilância ou ataques rápidos até aeronaves de grande porte para alcançar alvos estratégicos.
- O plano prevê integração de radares e postos de observação para dados em tempo real, com foco também na detecção de mísseis e enxames de drones e na meta de incluir sensor quântico no futuro.
- A estratégia prevê redução de projetos estratégicos, fechamento ou transferências de unidades para fronteiras e queda da prontidão máxima de 40% para 20%, além de estimular a produção interna com transferência de tecnologia.
O Exército Brasileiro apresentou uma nova política de defesa que prioriza tecnologias acessíveis, como drones e sensores, para enfrentar os conflitos contemporâneos. A mudança é motivada por exemplos na Ucrânia e no Irã, buscando adaptar a Força Terrestre ao cenário atual sem investir apenas em itens caros.
A estratégia foca na substituição de armas pesadas de alto custo por soluções mais eficientes e com uso intensivo de tecnologia. Drones de ataque, defesas antiaéreas e sistemas de sensores integrados ganham destaque, buscando compensar orçamentos limitados.
Os drones passam a exercer papel central na visão militar. Equipamentos de baixo custo podem causar danos relevantes a alvos estratégicos, reduzindo dependências de armamentos caros. A classificação abrange desde pequenos modelos de vigilância até aeronaves grandes de longo alcance.
Sensores avançados e sensor quântico
O Exército planeja integrar radares e postos de observação nas fronteiras, com compartilhamento de dados em tempo real. Além da vigilância, a meta é detectar mísseis e enxames de drones. O sensor quântico aparece como tecnologia futura, capaz de captar assinaturas elétricas mínimas.
A reotimização envolve redução de projetos estratégicos de 13 para 6 e fechamento ou realocação de unidades, sobretudo em áreas seguras, para reforçar fronteiras. O efetivo em prontidão máxima cairá de 40% para 20%.
Indústria nacional e compras internacionais
A ideia é estimular a indústria brasileira para reduzir dependência externa, especialmente em interceptação de mísseis e radares quânticos. Assim, o planejamento prevê compras internacionais com transferência de tecnologia para capacitar a produção local.
A reportagem é baseada em apuração da Gazeta do Povo. Leia a matéria completa para aprofundar o tema.
Entre na conversa da comunidade