- O acordo Aukus pode custar até A$ 368 bilhões até a metade da década de 2050, com a Austrália já preparando valores adicionais no orçamento e pagamentos a parceiros.
- A Austrália destinou mais A$ 400 milhões ao Aukus nos próximos três anos, elevando o total da Australian Submarine Agency para aproximadamente A$ 2,13 bilhões até 2029.
- A Austrália já repassou A$ 2,76 bilhões para os Estados Unidos e A$ 863 milhões para o Reino Unido para sustentar as bases industriais de construção de submarinos.
- Nos EUA, a Marinha admitiu que levará até 2032 para chegar à média de dois submarinos da classe Virginia por ano, taxa ainda insuficiente para suprir a própria marinha e a demanda australiana; há um atraso acumulado no backlog de submarinos.
- O plano prevê que o primeiro submarino Virginia a ser vendido à Austrália chegue em 2032, com a primeira frota australiana construída no país na década de 2040, até oito submarinos Aukus no total, com descarte de resíduos nucleares sob responsabilidade australiana.
O Aukus enfrenta aumento de custos e atrasos, enquanto a Marinha dos EUA admite que levará até 2032 para chegar a duas submarinas Virginia por ano, nível ainda insuficiente para atender a Austrália. O acordo prevê submarinos nucleares, mas o ritmo de construção norte-americano complica o cronograma.
O orçamento da Austrália, divulgado nesta terça-feira, acrescenta 400 milhões de dólares australianos ao acordo nos próximos três anos. O total de recursos da Australian Submarine Agency passa a 2,13 bilhões de dólares australianos até 2029.
Além disso, Canberra transferiu 2,76 bilhões de dólares australianos (cerca de 2 bilhões de dólares) aos EUA e 863 milhões de libras ao Reino Unido para fortalecer as bases industriais de construção naval.
Estima-se que, até 2055, o custo total do Aukus para a Austrália chegue a aproximadamente 368 bilhões de dólares australianos. A maior parte desse montante depende de submarinos que ainda não estão totalmente garantidos, segundo autoridades australianas.
Situação nos EUA
A revisão do plano de construção naval dos EUA evidencia dificuldades sistêmicas para atender à demanda interna. A produção de submarinos Virginia não atende às metas históricas, o que reduz a disponibilidade para venda futura à Austrália.
Dados da Congressional Research Service indicam que, nos últimos anos, a US Navy tem operado em ritmo de 1,1 a 1,2 submarino por ano, gerando acúmulo de encomendas não concluídas. Hoje, 49 de 66 submarinos necessários estão disponíveis.
Para atender aos próprios requisitos, as estaleiro precisam manter 2 submarinos por ano; para abastecer a Austrália, o objetivo sobe para 2,33 unidades anuais. Mesmo assim, o cenário atual não garante entregas futuras ao país.
Perspectivas e implicações
O andamento de Aukus depende de decisões políticas e estratégicas nos EUA e de avanços na indústria de construção naval. O comitê de appropriações da Câmara dos EUA ouviu responsáveis que ressaltaram avanços recentes nas operações em Perth e no Pearl Harbor, ainda que com atrasos em pontos logísticos.
Especialistas apontam que, mesmo com atingir a meta de duas Virginia por ano, não há garantia de fornecimento para a Austrália devido à necessidade de manter capacidades próprias dos EUA. A viabilidade financeira e operacional do acordo permanece sob escrutínio público.
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