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Software de GPS do Exército dos EUA tem problemas avaliados em US$8 bilhões

OCX permanece inoperante após mais de dezesseis anos, com custo de oito bilhões de dólares, levando Space Force a considerar cancelamento

Photograph: Manuel Mazzanti/AP Newsroom
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  • O GPS Next-Generation Operational Control System (OCX) deveria ter ficado pronto em 2016, mas, após dezesseis anos, o software de controle continua não funcionando.
  • O custo total do sistema de solo para os satélites GPS III atingiu R$ 7,6 bilhões, com projeção de mais de R$ 400 milhões para um aprimoramento, chegando a cerca de R$ 8 bilhões.
  • A RTX, antiga Raytheon, entregou o OCX à Space Force no ano passado, mas o segmento de solo continua operando de forma não funcional.
  • Testes com satélites, antenas e equipamentos de usuário revelaram problemas extensos em todos os subsistemas, levando autoridades a considerar encerrar o programa.
  • O GAO apontou falhas de gestão de aquisição, desempenho do contratado e irregularidades de engenharia de software, houve atraso e elevação de custos desde 2016.

A Força Espacial dos EUA não conseguiu colocar em operação o OCX, o sistema de controle operacional de GPS. O software, desenvolvido para gerenciar mais de 30 satélites GPS, permanece com falhas, apesar de ter sido entregue pela RTX em 2024 e ter sido considerado “funcional” em 2025. O programa continua sem funcionamento total.

O contrato, iniciado em 2010, previa conclusão em 2016 com orçamento de 3,7 bilhões de dólares. Hoje, o custo total do ground segment de GPS III chega a 7,6 bilhões de dólares, já com uma augmentação de mais de 400 milhões para suportar novas variantes de satélites. O total projetado supera 8 bilhões.

O governo, representado pelo Pentágono, avalia alternativas para o futuro do OCX, incluindo a possibilidade de cancelamento. Ainsworth, secretário assistente da Air Force para aquisição espacial, disse em congressos que o OCX ainda enfrenta problemas operacionais, mesmo após a entrega pela RTX.

A RTX afirmou, em comunicado, que o OCX foi entregue em um estado de sistema pronto para missão em 2025, com cooperação contínua para sanar pendências pós-entrega. O Space Force confirmou que a atualização já integra capacidades limitadas de sinais M-code desde 2020.

O OCX deveria suportar sinais M-code, mais resistentes a interrupções e menos suscetíveis a spoofing, essenciais para guerras modernas. A Space Force destaca que a modernização visa reduzir riscos de bloqueio do GPS em zonas de conflito.

A transferência de controle para a Space Force, no ano passado, abriu a fase de validação com satélites e antenas, mas os testes revelaram problemas em várias subunidades. Ainsworth explicou que a avaliação continua e o caminho futuro depende de novas decisões técnicas e orçamentárias.

Contexto atual

Analistas apontam que a OCX foi marcada por atrasos, custos crescentes e falhas de gestão de software. O GAO registrou decisões de aquisição problemáticas e uma taxa de falhas de software persistente, que atrasaram o cronograma e elevaram despesas.

A Space Force considera manter atualizações do sistema legado como alternativa viável, caso os problemas do OCX persistam. A decisão final sobre o caminho a seguir ainda não foi anunciada. Fontes oficiais aguardam deliberações do Congresso.

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