- O ministro da Defesa da Alemanha apresentou uma estratégia para tornar a Bundeswehr o exército convencional mais forte da Europa, visando enfrentar a Rússia.
- A meta é chegar a 260 mil soldados ativos e 200 mil reservistas até 2035, totalizando pelo menos 460 mil militares.
- A estratégia reconhece que a guerra atual envolve o Estado, a economia e a população, com uso crescente de dados e de possíveis armas com IA.
- Rússia é apontada como principal ameaça, buscando fragilizar a OTAN e desconectar os EUA da Europa, recorrendo a meios híbridos como ciberataques e desinformação.
- O governo alemão planeja manter serviço voluntário militar e instituir um registro obrigatório para jovens que completam dezoito anos, mantendo o esforço de aumento de capacidades.
O ministro da Defesa da Alemanha apresentou, nesta quarta-feira, uma estratégia para reforçar a Bundeswehr com o objetivo de tornar o Exército alemão o mais forte da Europa. A proposta visa enfrentar a Rússia, apontada como principal ameaça, por meio de aumento de efetivo e capacidades tecnológicas.
Segundo Boris Pistorius, a ideia é tornar a força convencional alemã capaz de enfrentar desafios modernos, incluindo cenários com uso de armas autônomas controladas por IA. O foco está na defesa do país e de aliados da OTAN.
O documento, parcialmente classificado, expõe linhas gerais de defesa e de reserva. Pistorius destacou a necessidade de clareza diante de uma geopolítica cada vez mais imprevisível, com a guerra na Ucrânia como referência.
Carsten Breuer, chefe do estado-maior da Bundeswehr, reforçou que a defesa do país não exclui atuação em crises internacionais. Ele citou a interconexão entre guerras, economia e população como componentes da segurança.
Para 2035, a meta é elevar o total de soldados em atividade para 260 mil, ante 185 mil hoje, e ter 200 mil reservistas, somando pelo menos 460 mil militares. O objetivo é ampliar capacidades e enfrentar ameaças com maior agilidade.
Pistorius afirmou que a Alemanha busca transformar a Bundeswehr no exército convencional mais forte da Europa, com aumento de defesa a curto prazo e avanço tecnológico a longo prazo.
O governo alemão aprovou, no último ano, flexibilização do teto de gastos para defesa, abrindo caminho a investimentos. O país não reativará o serviço militar obrigatório, mantendo serviço voluntário e um cadastro obrigatório aos 18 anos.
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