- Trump ameaçou annihilar toda a civilização iraniana se o governo não reabrir o estreito de Hormuz até as 20h ET, conforme postagem na Truth Social.
- A mensagem cita “mudança completa e total de regime” e encerra com “Deus abençoe o grande povo do Irã”, sugerindo destruição do Estado.
- O prazo vale para reabrir o estreito de Hormuz e evitar ataques a infraestrutura de energia e pontes; Irã disse que o estreito “nunca voltará ao estado anterior”.
- A publicação ocorre após coletiva de imprensa tensa na Casa Branca, com Trump dizendo que “toda a nação pode ser retirada em uma noite”.
- As falas elevam a retórica de guerra enquanto o governo dos Estados Unidos aborda questões de direito internacional, citando as Convenções de Genebra e o Protocolo Adicional I.
Donald Trump voltou a ameaçar o Irã nesta terça-feira, em postagem na rede social Truth Social, caso o governo iraniano não cumpra o prazo de 20h ET para reabrir o estreito de Hormuz. Segundo o presidente, cumprir esse prazo seria crucial para evitar um ataque às infraestruturas energéticas da região.
A postagem indica que, se a exigência não for atendida, pode ocorrer uma mudança radical no regime e até o fim da civilização iraniana. As declarações foram feitas antes de uma possível ofensiva prevista contra infraestrutura estratégica, segundo o tom adotado pelo mandatário.
Em tom duplo, Trump afirmou haver uma obrigação de mudar o governo, ao mesmo tempo em que elogiou o povo iraniano. A comunicação também faz menção a uma longa história de negociações com o Irã desde 1979, sem registrar conclusão de acordo.
Contexto jurídico e consenso internacional
O texto não revela concordância com organismos internacionais, mas remete a princípios do Direito Internacional que protegem civis e infraestrutura essencial. Estados Unidos e Irã não são membros plenos do Tribunal Penal Internacional, o que reduz a incidência de jurisdição direta.
As referências legais citadas incluem normas que proibem punição coletiva de civis e ataques a infraestrutura indispensável à sobrevivência civil, com exceção de alvos estritamente ligados às Forças Armadas adversárias. A interpretação de obrigações humanitárias varia entre governos.
Detalhes da escalada e cronograma
O prazo de 8pm ET para reabrir Hormuz foi reiterado por Trump durante a manhã de hoje. O estreito, estrategicamente vital para o abastecimento global de petróleo, fica no centro das negociações entre Washington e Teerã.
A Guarda Revolucionária Iraniana, por sua vez, afirmou, na sequência, que o estreito não voltará ao estado anterior, sugerindo maior resistência a pressões externas. Declarar ilegal qualquer bloqueio seria parte do discurso de fortalecimento de posições iranianas.
Repercussões políticas e operacionais
Ao mesmo tempo, a defesa norte-americana apresenta o pedido de orçamento de 1,5 trilhão de dólares ao Congresso, com cortes anunciados em programas domésticos. A medida ocorre em meio a uma escalada retórica sobre o uso da força.
Nos últimos dias, Trump alternou entre negar necessidade estratégica do estreito e transformá-lo em condição central de suas negociações com Teerã. Em meio à polêmica, não ficou claro se há intenção de avançar com ações militares ou apenas manter pressão diplomática.
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