- Múcio disse que o Brasil acompanha com atenção a escalada de tensão no Oriente Médio, monitorando o Irã ponto a ponto, em Brasília.
- Ele defende ampliar investimentos militares, citando que o país gasta 1% do PIB com Defesa e que o patamar mínimo sugerido é de 2% do PIB.
- O ministro informou que Lula autorizou a liberação gradual de recursos para projetos estratégicos da Defesa.
- O monitoramento da situação é feito por centros de estudos estratégicos do Exército, com o objetivo de antecipar riscos e garantir resposta rápida.
- Em Brasília, ocorreu a primeira incorporação de mulheres ao serviço militar inicial feminino: 1.467 vagas, distribuídas em 51 municípios de 13 estados e do Distrito Federal (157 na Marinha, 1.010 no Exército e 300 na Força Aérea).
O Brasil acompanha, de perto, a escalada de tensões no Oriente Médio, com especial atenção ao Irã. O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país monitora o assunto ponto a ponto e defende ampliar os investimentos em defesa para proteger território e riquezas. A declaração foi feita em Brasília, após questionamentos de jornalistas.
Múcio ressaltou que o momento exige fortalecer a dissuasão brasileira e aumentar a capacidade de resposta a cenários internacionais mais adversos. Embora reconheça que a diplomacia continua como principal instrumento externo, o ministro afirmou que o governo já levou o tema a o presidente Lula, que concordou com a necessidade de investimentos maiores.
Segundo o ministro, o Brasil hoje destina cerca de 1% do PIB à Defesa, faixa considerada insuficiente diante de padrões de outras nações. Ele pediu um patamar mínimo de 2% do PIB, argumentando que isso é essencial para defender o que o país tem e as suas riquezas.
Monitoramento e prazos
Múcio explicou que o monitoramento da situação no Irã é realizado por centros de estudos estratégicos vinculados ao Exército, com o objetivo de antever riscos e facilitar respostas rápidas. Ele citou um informe recente de uma autoridade militar, destacando a preparação do país para crises ou missões humanitárias sem agressão.
A semana anterior foi marcada por ataques no Oriente Médio que elevaram a atenção internacional. O ministro afirmou que o governo acompanha os desdobramentos com foco em estabilidade regional e proteção de interesses nacionais, sem divulgar planos específicos de ação.
Incorporação de mulheres ao serviço militar
Nesta segunda, ocorreu a primeira cerimônia de incorporação de mulheres ao serviço militar inicial feminino. Ao todo, 1.467 jovens ingressarão voluntariamente no Exército, na Marinha e na Força Aérea, distribuídas por 51 municípios de 13 estados e do Distrito Federal. A cerimônia contou com a presença de autoridades e militares de alta patente.
Participaram da cerimônia a senadora Leila Barros, a deputada Bia Kicis e a coronel Ana Paula Barros, entre outras autoridades. O serviço militar inicial feminino garante aos 18 anos o ingresso com direitos e deveres equivalentes aos dos homens.
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