- Detaídos em Delaney Hall, prisão administrada pela GEO Group nos EUA, entraram em greve de fome para protestar contra as condições, enquanto ocorrem protestos nas ruas nas últimas duas semanas.
- Elder Guerra, guatemalteco, caiu no banho durante uma internação na instituição e, após atendimento hospitalar, retornou ao centro e foi colocado em cela médica isolada; familiares relatam piora de sua saúde.
- Familiares descrevem relatos de negligência médica, alimentação de qualidade duvidosa e condições sanitárias inadequadas, enfatizando riscos à saúde dos detidos.
- Grupos de familiares e legisladores têm visitado o local, com confrontos entre manifestantes e autoridades que resultaram em uso de spray de pimenta e prisões; há preocupação com retaliações aos que participam da greve.
- Dados de meio de março indicam que a maioria dos imigrantes detidos não tinha condenação criminal, questionando a narrativa de autoridades sobre “crimes” entre os detidos; a Deloitte/EUA aponta discrepâncias de políticas entre governo, ICE e GEO.
O detento guatemalteco Elder Guerra caiu no banho dentro do centro de detenção de Delaney Hall, em New Jersey, durante meados de maio. Ele ficou inconsciente após a queda e teve convulsões, segundo relatos de familiares. Guerra está detido há quase cinco meses, sob toezicht ICE.
Guerra chegou aos EUA há oito anos e enfrenta processo de deportação enquanto permanece no presídio privado GEO Group, que opera Delaney Hall. Ele foi preso em Newark, em janeiro, ao ajudar um amigo a mover um carro preso pela neve, segundo familiares.
Diversos detidos na unidade médica do complexos iniciaram greve de fome e ações de protesto contra as condições carcerárias, que têm sido alvo de críticas desde a inauguração do local no ano passado. Relatos de visitas e denúncias de pacientes ajudam a sustentar as reclamações.
Guerra devolveu-se ao Delaney Hall na semana do incidente, ficando em uma cela de isolamento médico após receber atendimento hospitalar. Familiares relatam agravamento de seus sintomas, como dor de cabeça, sensação de tontura ao olhar para a luz e piora auditiva progressiva.
Segundo uma autoridade representando o Congresso, outros dois homens permanecem em isolamento médico, enquanto um terceiro, que usa cadeira de rodas, foi liberado recentemente. A situação ocorre em meio a protestos externos e dentro do próprio centro.
Delaney Hall tem sido alvo de visitas de congressistas que apontam falhas em atendimento médico, alimentação e condições gerais. Inspeções de autoridades federais e legisladores indicam que as alegações dos detidos podem ter correspondência com a realidade.
Durante as mobilizações, autoridades estaduais e municipais usam força para responder aos protestos, incluindo spray de pimenta, uso de taser e prisões de manifestantes. Familiares enfrentam dificuldades para obter visitas regulares.
Famílias relatam dificuldades para manter visitas frequentes. Alguns relatos descrevem processos de autorização de visitas intermitentes e confusão logística para acessar o centro, em meio à tensão gerada pelos protestos.
Em resposta, a GEO Group afirmou que oferece serviços de saúde 24 horas, visitas presenciais e virtuais, acesso jurídico, biblioteca, alimentação com supervisão nutricional e apoio religioso. A operadora negou acusações de maus-tratos.
Dados de março indicam que a maioria dos detidos de Delaney Hall não tinha condenação criminal prévia, e grande parte não possuía histórico criminal, conforme estudo de analista acadêmico. As informações destacam a natureza civil, não criminal, de muitas detenções.
No dia 24 de maio, legisladores visitaram Delaney Hall para fiscalização. Durante a passagem de detidos a transferências, houve confronto com a polícia, com uso de força por parte de ICE e apoio dos agentes de policiamento estadual e local. Martin Soto, entre os transferidos, passou por nova localização.
Famílias acompanhando as visitas relatam preocupação com o bem-estar dos parentes. Um dos responsáveis afirmou desejar libertação para que os detidos possam prosseguir com seus casos em ambiente externo, sem pressões do sistema prisional.
O caso de Guerra ganhou atenção local após o incidente e relatos de agravamento de sintomas. Parentes explicam que a falta de controle sobre o desfecho da sua situação gera ansiedade e impacto emocional significativo para as famílias.
Entre na conversa da comunidade