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Petróleo sobe a US$100/barril; energia pode ter passado do ponto sem retorno

Preço do petróleo atinge $100 o barril após ataques dos EUA no Irã, com especialistas dizendo que o mercado pode ter passado do ponto de não retorno

The shutdown of the strait of Hormuz has cut 14.4m barrels of oil a day from the Gulf’s prewar output.
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  • O preço do petróleo atingiu US$ 100 o barril após novos ataques dos EUA à Iran, minando esperanças de acordo de paz no Oriente Médio.
  • Analistas dizem que, independentemente do desfecho das negociações, o mercado global de energia pode estar além do “ponto de retorno”.
  • O bloqueio do estreito de Hormuz, que reduzia as exportações de petróleo, contribuiu para a elevação, chegando a patamar superior a US$ 126 no fim do mês passado.
  • Mesmo com quedas recentes, a demanda de combustíveis para transporte deve subir no verão, pressionando ainda mais os preços.
  • Observadores apontam estoque global de petróleo já bastante baixo e previsões de cortes de demanda menores que o esperado, mantendo o mercado tenso.

O preço do petróleo voltou a atingir US$ 100 por barril após novos ataques dos EUA contra alvos na Iran, que derrubaram as esperanças de um acordo de paz no Oriente Médio. Analistas dizem que, independentemente do desfecho das negociações, o mercado de energia pode ter passado de uma fronteira crítica.

Os ataques atingiram sites de mísseis e embarcações minadoras, empurrando o Brent além do patamar simbólico antes de recuar para perto de US$ 99. O mercado acompanha a continuidade do bloqueio do estreito de Hormuz, que já reduziu drasticamente o fluxo de petróleo na região.

Perspectivas de oferta e demanda

Especialistas destacam que semanas de interrupção das exportações derrubaram estoques globais de petróleo e combustíveis, com demanda por combustíveis de transporte crescendo no período de verão. Observadores apontam que a produção no Golfo permanece restrita.

Analistas da HFI Research afirmaram que o mercado atingiu a chamada “zona de não retorno” e pode enfrentar uma piora nos próximos dias. A comparação é comum entre especialistas que acompanham o ritmo de negociações entre EUA e Irã.

Fatih Birol, chefe da IEA, já indicou a possibilidade de um uso maior de petróleo nos próximos meses, levando o mercado a medidas emergenciais caso a oferta não acompanhe a demanda. A IEA sinalizou que o cenário pode piorar em julho e agosto.

Mudanças de curto prazo e impactos regionais

Na segunda-feira, o petróleo chegou a cair abaixo de US$ 100, com mínima de US$ 95,95, após relatos de avanços de um acordo para encerrar o conflito. Mesmo com a queda, autoridades destacam incertezas sobre a retomada plena de fluxos.

A Saudi Aramco informou que, se o estreito de Hormuz permanecer fechado por mais semanas, a oferta de petróleo sofrerá impactos no mercado global até o próximo ano. A travessia é responsável por cerca de 20 milhões de barris diários antes da crise.

A interrupção do estreito já derrubou a produção do Golfo em aproximadamente 14,4 milhões de barris diários. Banhos emergenciais de estoques estratégicos ajudam a compensar parte da queda, mas devem terminar em julho, segundo o JP Morgan.

Contexto europeu e impactos no consumidor

Na Europa, reservas de gás gasoso estão sob pressão, com estocagem em apenas 37% do total disponível, bem abaixo da média de cinco anos para esta época do ano. Injeções em armazenamento estão abaixo do normal, elevando a volatilidade dos preços.

No Reino Unido, o preço médio de combustível já atinge patamar elevado, com a gasolina em torno de 159,43 pence por litro. O custo anual de energia para residências pode aumentar, conforme a volatilidade do mercado de gás e petróleo se intensifica.

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