- A Santos informou aos investidores que não investirá capital nem dedicará esforços ao projeto Narrabri enquanto não houver aprovação equivalente, priorizando a exploração no Beetaloo Basin.
- A empresa disse que as reservas no leste de Queensland e no Browse Basin serão despriorizadas conforme revisão estratégica.
- Segundo o briefing, Narrabri passaria por nova avaliação em 2027, após a conclusão da avaliação das reservas do Beetaloo.
- O Beetaloo é apresentado pela Santos como recurso suficiente para fornecer LNG em 10 milhões de toneladas e atender o mercado leste por mais de cinquenta anos.
- O projeto Narrabri tem aprovações principais em 2020, mas ainda enfrenta licenças de produção e de gasoduto, além de contestação jurídica de comunidades tradicionais.
Santos revelou aos investidores que não fará investimentos ou esforço no projeto Narrabri, em Nova Gás, NSW, enquanto não obtiver aprovações pendentes. A empresa prioriza a Bacia Beetaloo, no Território do Norte, onde busca expandir suas operações de gás. A revisão estratégica também indicou despriorização de ativos em Queensland e no Browse Basin, na WA.
Segundo o briefing publicado, Narrabri passará por nova avaliação em 2027, após a conclusão de um appraisal sobre as reservas em Beetaloo. O foco atual é obter licenças e aprovações, sem mobilizar capital adicional no projeto Narrabri, conforme a apresentação aos investidores.
A Beetaloo é apresentada pela Santos como possuir suficiente gás para suprir 10 milhões de toneladas de LNG e abastecer o mercado leste por mais de cinco décadas, argumento usado para justificar a mudança de prioridades. A companhia afirma que, se Beetaloo for bem-sucedida, poderá reduzir a necessidade de avançar com outras atividades.
A Narrabri enfrenta resistência local e questões regulatórias, incluindo uma licença de produção, uma licença de gasoduto e a aprovação de um gasoduto lateral para ligar a um gasoduto maior na Hunter. Há também litígio com os povos Gomeroi sob leis tradicionais.
Organizações ambientais criticam a estratégia de adiamento. A líder de pesquisa da Lock the Gate disse que a recorrência de adiamentos aumenta o sofrimento de comunidades que lutam pela água, pela terra e pela herança cultural. A entidade pediu o término do atraso.
Questionado em plenário na NSW sobre o briefing, o premier Chris Minns reiterou que o governo avalia o papel da Narrabri dentro de suas metas energéticas, afirmando que a demanda por gás persiste para indústria e geração de energia, sem vincular o caso aos compromissos de net zero. A assessoria informou que a resposta do governo não aborda diretamente o briefing.
A Santos informou que continua buscando as aprovações para Narrabri, lembrando que a decisão final de investimento depende de licenças de título nativo, produção de gás e licenças de gasoduto.
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