- Vendas de moradias usadas nos EUA cresceram 3,2% em maio, com a taxa anual ajustada em 4,170 milhões de unidades.
- Economistas esperavam 4,07 milhões, conforme a leitura da Associação Nacional de Corretores Imobiliários.
- O avanço pode refletir contratos assinados em março e abril, em um contexto de oferta ainda restrita.
- A taxa média da hipoteca fixa de 30 anos subiu cerca de 50 pontos-base desde fevereiro, pressionando o mercado.
- Com inflação persistente e uma economia resiliente, as perspectivas de cortes de juros pelo Federal Reserve parecem improváveis, mantendo as hipotecas elevadas.
As vendas de moradias usadas nos Estados Unidos subiram 3,2% em maio, segundo a Associação Nacional de Corretores Imobiliários (NAR). A leitura aponta uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4,170 milhões de unidades. Economistas consultados pela Reuters previram 4,07 milhões.
A alta de maio ocorreu apesar da elevação das taxas de hipoteca e da oferta restrita de imóveis. A NAR destaca que o volume reflete contratos assinados em março e abril, quando as taxas começaram a subir.
Lawrence Yun, economista-chefe da NAR, diz que mais norte-americanos estão se mudando e que as vendas atingem o maior nível desde dezembro. O cenário é influenciado por elevação nos custos com energia e de outros produtos.
Contexto e impactos
As taxas de hipoteca acompanharam o movimento de alta da energia no Oriente Médio, com a guerra alimentando a inflação. De fevereiro para cá, a média da hipoteca fixa de 30 anos avançou em torno de 50 pontos base.
Analistas ressaltam que o mercado segue pressionado pela perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve, porém a inflação e o mercado de trabalho resiliente mantêm as taxas elevadas. O repasse de custos aos compradores permanece um desafio.
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