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ARX aposta na troca de governo com visão arrojada na bolsa

ARX aposta em troca de governo para sustentar alta da bolsa, com visão pragmática de investidores e potencial do Ibovespa apesar da volatilidade eleitoral

Faria Lima: gestora que administra cerca de R$ 5,6 bilhões em renda variável tem um posicionamento que considera “arrojado” em sua carteira de ações. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • A ARX Investimentos aposta na bolsa brasileira diante da expectativa de troca de governo nas eleições, com carteira considerada “arrojada” e posições de 6,5% em varejo, 23% em bancos e 16% em energia.
  • O co-gestor de renda variável, Alexandre Sant’Anna, afirma que varejistas estão descontadas e que há potencial de alta do Ibovespa mesmo com volatilidade eleitoral, especialmente se houver mudança de governo.
  • Segundo ele, o cenário não é mais binário: se vencer um governo de oposição, há espaço para alta relevante; se houver um segundo mandato de Lula, o ambiente para mercados emergentes ainda é favorável.
  • A imprensa relata possível repercussão do caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, que pode ajustar o cenário eleitoral; uma pesquisa mostra Lula com 49% frente 42% de Flávio em eventual segundo turno.
  • O Ibovespa já sobe cerca de 10% no ano, apoiado por fluxo estrangeiro; a gestora espera continuidade da queda de juros no Brasil e acredita que cortes poderiam acelerar com menor volatilidade externa.

A ARX Investimentos aposta na bolsa brasileira com a expectativa de que haverá troca de governo nas eleições deste ano. A gestora administra cerca de R$ 5,6 bilhões em renda variável e mantém posição arrojada na carteira de ações.

A participação em varejistas chega a 6,5%, a maior já registrada no setor, que ainda enfrenta juros elevados. Em bancos, a alocação é de 23% e, em energia, 16%, sem detalhar nomes específicos.

A visão é de que o Ibovespa tem potencial de alta neste ano, mesmo com a volatilidade eleitoral. A ideia é que a corrida presidencial não seja mais um evento binário, o que reduziria riscos extremos para ativos locais.

Cenário eleitoral e Ibovespa

Mesmo diante de rumores envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a ARX entende que, se houver mudança de governo, há espaço para ganho relevante na bolsa. Caso haja continuidade do governo atual, o ambiente ainda pode favorecer mercados emergentes.

Segundo a gestora, uma vitória de oposição não seria interpretada como o fim do mundo, mantendo perspectivas favoráveis para o dólar e para ativos emergentes. A análise privilegia um cenário com participação de candidatos de centro-direita.

Dados e desdobramentos políticos

A Bloomberg News lista o debate eleitoral em contexto de ajustes, com reportagem sobre o pedido de apoio financeiro a Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro. O senador negou irregularidades e disse ter mantido contato de forma privada.

Pesquisa AtlasIntel para a Bloomberg News aponta vantagem de Lula no segundo turno sobre Flávio Bolsonaro, com 49% a 42%. A ARX avalia que, mesmo com esse cenário, um segundo turno entre centro-direita e Lula é possível.

Fluxo de recursos e estratégia de portfólio

O Ibovespa registra alta de cerca de 10% no ano, impulsionado por fluxo estrangeiro. Mesmo com a queda recente de entradas, a ARX aponta que esse recuo é pontual e pode se reverter diante da diversificação para emergentes.

A gestora espera continuidade na queda de juros no Brasil, com o Banco Central acelerando cortes conforme a volatilidade externa diminui. Isso ampliaria o viés de renda variável para investidores internacionais.

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