- Em março, a BYD teve queda de 20,5% nas vendas em relação ao mesmo mês de 2024, totalizando 300.222 veículos.
- No primeiro trimestre, as vendas caíram 30% ante o mesmo período do ano anterior.
- A receita doméstica foi pressionada pela concorrência de Geely e Leapmotor, levando a BYD a lançar a primeira grande atualização de bateria em seis anos, com linha acima de 150 mil iuans.
- As margens de venda recuaram no ano passado e o lucro anual caiu pela primeira vez em quatro anos; exportações, porém, somaram 320.673 veículos no trimestre, equivalentes a 45,8% do total.
- A BYD afirmou estar “altamente confiante” em atingir a meta de 1,5 milhão de veículos vendidos em 2026.
A BYD registrou queda nas vendas em março, mantendo o ritmo de recuo mensal. A fabricante chinesa vendeu 300.222 veículos, queda de 20,5% ante março de 2024, segundo cálculos da Reuters baseados em postagem de Li Yunfei nas redes e em registros da empresa. O recuo foi menos acentuado do que fevereiro, quando a queda chegou a 41,1%.
No primeiro trimestre, as vendas da BYD caíram cerca de 30% na comparação anual, segundo as estimativas mencionadas. A fabricante atribui a pressão à forte concorrência no maior mercado automotivo do mundo, com dívidas de demanda por modelos mais baratos enfrentando rivais locais.
Concorrência e atualizações de produto
A BYD sofre com a atuação de Geely e Leapmotor no mercado doméstico, o que intensificou a competição por veículos elétricos. Em resposta, a empresa lançou no mês passado a sua primeira grande atualização de bateria em seis anos. A linha nova parte de um patamar de preço acima de 150 mil iuans, faixa estratégica no setor.
As margens de venda caíram no ano anterior, e o lucro anual ficou abaixo das expectativas do mercado, contribuindo para um cenário mais estreito para a fabricante. Mesmo assim, a BYD manteve o foco em manter competitividade diante da pressão de custo e de preço.
A BYD mantém uma visão positiva sobre o desempenho para atender à meta de 2026, definida em 1,5 milhão de veículos. As vendas no exterior aparecem como ponto positivo, somando 320.673 unidades no primeiro trimestre, o que representa 45,8% do total.
A empresa reiterou, por meio de fontes da Reuters, a confiança na continuidade do crescimento e na defesa de sua posição de liderança no segmento de elétricos, mesmo com o ambiente competitivo intensificado na China.
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